Maria Martins chega ao Benfica depois de cinco épocas de sucesso ao comando do Atlético CP, levando o emblema da Tapadinha do Campeonato Distrital de Lisboa até à Liga principal. Nesse ciclo, Maria Martins sagrou-se campeã distrital e campeã nacional da 2.ª Divisão e marcou sempre presença no play-off da Liga Feminina, tendo alcançado as meias-finais nas duas últimas épocas e disputado ainda as semifinais da Taça da Liga em março passado.
A treinadora lusa começou a sua carreira nas camadas jovens do Quinta dos Lombos. Enquanto jogadora, Maria Martins apresenta um percurso longo em vários emblemas, que a levou a ser internacional portuguesa. Totalizou 21 jogos e apontou 8 golos pela seleção nacional.
"Representar o Benfica é um dos maiores desafios que qualquer atleta ou treinador pode enfrentar. Não só pela grande responsabilidade, devido ao histórico de títulos que o Benfica tem, mas também pela massa adepta, que apoia muito, mas também é muito exigente com os atletas e com os treinadores. Isso faz com que, ao mesmo tempo, seja exigente, mas também gratificante representar este clube", afirmou.
Na Luz, Maria Martins encontra um plantel que conjuga juventude e experiência, e pretende construir uma equipa capaz de aliar sucesso e qualidade de jogo.
"Temos de arranjar sempre o plantel mais equilibrado possível, e a mistura entre idades é sempre muito importante. Ter um plantel muito jovem traz algumas lacunas em momentos decisivos do jogo, porque, algumas vezes, não sabem gerir a pressão ou os momentos do jogo. Por isso é que o equilíbrio do plantel, em termos de idades, é muito importante. Os objetivos que tinha no Atlético eram bem distintos dos que enfrento agora aqui. O objetivo do Benfica é claro: passa por criar uma equipa com um futsal atrativo, dominador, que entusiasme não só os Benfiquistas, mas também quem gosta de futsal. Apesar de o Benfica ter sido campeão, faltou um bocadinho esse entusiasmo, e penso que a qualidade do nosso trabalho vai fazer com que isso seja possível. Depois, a conquista de títulos é uma consequência da qualidade do nosso trabalho", explicitou.
Benfiquista assumida desde criança, a treinadora reconhece que liderar a equipa encarnada tem um significado especial.
"Esta questão dos clubes, para os treinadores, não é a mais relevante, mas sim a competência que o treinador tem. Nasci numa família sportinguista, não vou mentir, mas eles diziam que eu sempre fui do contra, por isso, desde pequena que fui do Benfica e sou benfiquista desde que me lembro de ser pessoa. Sempre fui adepta, em tempos fui sócia do Benfica e, por isso, é um gosto estar a representar este clube, um dos maiores do mundo", revelou.
O apoio dos adeptos ao longo da temporada será igualmente essencial, tal como vincou Maria Martins.
"Continuem a apoiar-nos. Uma das grandes forças que o Benfica tem são os adeptos continuarem a apoiar como sempre fizeram até aqui. A equipa feminina sempre teve um claro apoio dos adeptos. Tenho a certeza de que nunca vamos jogar fora, vamos sempre contar com eles. Confiem no trabalho que vamos desenvolver", pediu a treinadora.
