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Leão marca, águia responde logo a seguir
O dérbi começou a todo o gás e, logo aos três minutos, Afonso Jesus cortou o remate de Rocha, que se dirigia à baliza encarnada. Instantes depois, Léo Gugiel mostrou-se atento e defendeu um pontapé de livre cobrado por Alex Merlim. No entanto, à terceira tentativa, aos quatro minutos, Merlim assistiu Diogo Santos, que estava sem marcação nas imediações da área, e este marcou o primeiro golo da tarde.
No entanto, a resposta dos bicampeões nacionais foi quase imediata, ainda no quarto minuto: após uma reposição lateral, Arthur assistiu Silvestre, que desferiu um remate potente que não deu hipóteses de defesa a Bernardo Paçó.
A intensidade prosseguia dentro de quadra, com sucessivos lances de perigo nas duas áreas. Nos bancos, Nuno Dias e Cassiano Klein iam refrescando as peças. À passagem dos 11’, Felipe Valério e Rocha combinaram, o pivot com a baliza à mercê, fez o mais difícil e atirou por cima do alvo. Sem o lesionado Zicky Té, Rocha foi a referência ofensiva dos campeões europeus e causou inúmeros calafrios à última linha do Benfica.
Um minuto depois, o jogador de camisola 70 voltou à carga, rematando à baliza do opositor, mas Silvestre cortou a bola com a mão, tendo sido assinalada uma grande penalidade. Aos 13 minutos, Bruno Pinto teve demasiada pontaria e acertou na barra.
Os leões continuaram na mó de cima, criaram vários lances perigosos, mas ora os reflexos de Gugiel, ora a inoperância na finalização mantinham o placard com um golo para cada lado. Até ao intervalo, Rúben Teixeira isolou-se perante Léo, mas o guardião susteve a ameaça verde e branca.
Ao cabo dos primeiros 20 minutos, o Sporting superiorizou-se ao Benfica após o 1-1 e dispôs de vários lances para voltar a assumir a liderança do marcador, mas foi perdulário. Ao passo que as águias nunca estiveram confortáveis em quadra, com dificuldades para suster o 3x1 do rival, sem criatividade nas ações de ataque e muito dependente das jogadas de bola parada.
Segunda parte de alta voltagem
No reatamento, Cléber ficou perto de assinar a reviravolta aos 20’, mas uma defesa atenta de Bernardo estragou os planos ao ala brasileiro. Instantes depois, Carlinhos cruzou, mas Afonso não conseguiu chegar à bola.
Na resposta, Diogo Santos fez quase tudo bem, mas acertou nas malhas laterais. Aos 22’, o guarda-redes sportinguista voltou a levar melhor no duelo particular com Cléber. A incerteza prosseguia e aos 23’ Wesley centrou, contudo, Bruno Pinto falhou o timing, sendo que o mesmo ocorreu com Tchuda na área contrária quando acertou no poste e mais tarde com Felipe Valério.
No espaço de apenas quatro minutos, as duas equipas conseguiram criar - e desperdiçar - mais oportunidades do que aquilo que tinham feito na primeira metade.

O relógio apontava para os 26’ quando o Benfica deu a volta ao texto: Bernardo Paço subiu no terreno, perdeu a bola em zona proibitiva, Arthur recuperou o esférico, assistiu Kutchy no momento certo e este, apenas com Tomás Paçó na baliza, rematou rasteiro e colocado para o 1-2.
Os visitantes não tiveram muito tempo na frente e o 2-2 apareceu a 12 minutos dos 40: na cobrança de um canto, Merlim cruzou, a bola tocou no corpo de Carlos Monteiro e acabou por entrar na baliza benfiquista.
Com tudo em aberto, Wesley tirou um coelho da cartola aos 30’: recuperou a bola, aguentou a carga de Afonso e descaído sobre a ala direita rematou com força, marcou um golaço e voltou a deixar o Sporting na dianteira do marcador.
Já com André Correia na baliza, o substituto de Gugiel agigantou-se e no mesmo lance, aos 33’ defendeu as tentativas de Tomás Paçó e de Rocha, respetivamente. No ataque seguinte, o Benfica empatou. Kutchy inventou um lance de génio, tirou tudo e todos da frente, encontrou Cléber na zona do segundo poste e este empurrou para o 3-3.
A quatro minutos do final, Rocha travou Raúl Moreira em falta, foi admoestado com o segundo amarelo e deixou a equipa da casa reduzida a três elementos de campo numa fase crítica do encontro. Em superioridade numérica, Lúcio quase marcou, contudo, não conseguiu ultrapassar a mancha de Bernardo Paçó. Na reta final, Carlinhos atirou aos ferros e Merlim ficou a centímetros de marcar.
Após uma primeira parte mais morna, leões e águias ligaram o turbo e foram protagonistas de uma etapa final diametralmente oposta, com várias ocasiões de golo e incerteza no marcador até aos segundos finais. Com este resultado, o Sporting passa a somar dez pontos, com quatro jogos já realizados, ao passo que o Benfica, com um duelo ainda por realizar, chega aos cinco pontos.

