Recorde aqui as incidências do encontro
Jorge Braz (selecionador de Portugal):
“Foi um jogo de intensidade e luta, um bocado incaracterística, mas sabemos que vai haver outros momentos em que vamos passar por dificuldades e os adversários vão ter mérito no que fazem. Acabo por ficar satisfeito quando percebemos que, quando somos nós e jogamos com confiança, as coisas acontecem. Fomos mais ao encontro do que somos na segunda parte e acabou por cair para o nosso lado, com justiça.
(Diogo Santos gerido devido ao risco de suspensão) O jogo estava extremamente agressivo, tudo a jogar com os braços e com contacto. Queremos ter toda a gente nos quartos de final. Acabei por gerir também o próprio Kutchy, da maneira como o jogo estava. Nos quartos de final, vamos com os 14, todos prontos para vencer.
A única coisa que me irrita é quando não treinamos ou jogamos como devemos. O resultado é uma consequência e chegou a um ponto em que não queria saber do resultado. Só queria jogar de acordo com o que temos de fazer. Começámos a assentar e, na segunda parte, já estive caladinho como um rato. Queríamos vencer, mas queremos muito ter o nosso processo. Na fase a eliminar, vamos ser Portugal, de certeza”.
André Coelho (jogador de Portugal e autor de um golo):
“O nosso primeiro objetivo era ganhar os três primeiros jogos do grupo. Estamos muito felizes. Apesar de ser um jogo que não contava para as contas do grupo, é mais um momento para competir, aprender e continuar a crescer neste Europeu, para domingo estarmos aí com toda a força contra a Bélgica.
Os zero pontos não condizem muito com a Polónia. É muito boa e intensa, fisicamente muito forte e marcou dois golos de estratégia. Foi um jogo muito físico, que podia cair para qualquer lado. Na primeira parte, não conseguimos colocar em prática tudo o que trabalhámos, sobretudo ofensivamente.
(Ao intervalo) O mister pediu para sermos nós. Na primeira parte, não conseguimos ser o Portugal a que estamos habituados. Defensivamente estivemos bem, mas ofensivamente não conseguíamos sair. Disse para sermos nós e desfrutarmos, pois esta seleção, quando cada um dá o melhor de si, faz coisas incríveis. Foi isso que levámos para a segunda parte”.
Rúben Góis (jogador de Portugal e autor de um golo):
“Já esperávamos um jogo complicado, apesar de não contar nada para eles. Sabíamos ao que vínhamos e queríamos as três vitórias na fase de grupos. A equipa acreditou do início até ao fim e foi o que aconteceu.
(Entrada menos intensa no jogo) É um bocado inconsciente da nossa parte, sabendo que já estamos qualificados, mas isso não nos abalou. Conseguimos acertar melhor a nossa atitude na segunda parte e conseguimos a vitória que tanto queríamos.
(Marcar o golo da vitória) É um voto de confiança, mas o maior voto de confiança é estar aqui entre estes 14. O golo foi trabalho de toda a equipa ao longo do jogo. Felizmente, conseguimos, mas o golo saiu devido ao trabalho global de toda a equipa”.
