Na lista de 14 convocados de Jorge Braz destaca-se desde logo a ausência de Zicky Té. O pivô do Sporting tem lidado com vários problemas físicos esta temporada (tem apenas seis jogos) e não está incluído na convocatória final.
“Posso afirmar que é a primeira vez que deixo quase uma equipa de fora. Temos de olhar para isto de forma extremamente positiva. A equipa técnica nacional achou que, para o que iríamos enfrentar, estes eram os 14 melhores”, explicou Jorge Braz.
Nota também para João Matos. Capitão no Mundial-2024, o fixo do Sporting era o único jogador convocado por Jorge Braz para todas as fases finais enquanto selecionador, mas falha agora o Europeu. Bruno Coelho deve assumir a braçadeira.
“Por tudo o que o João representa, sobretudo pelo lado humano, é sempre o mais difícil nestas coisas. O João já não tem estado connosco nos últimos estágios de preparação. Isto faz parte, mas humanamente é sempre difícil para o selecionador nacional”, assumiu Jorge Braz.
Em relação ao Mundial-2024, Bernardo Paçó, Diogo Santos, Pauleta e Rúben Góis são as novidades na lista. À exceção de Pauleta, os restantes são estreantes em provas internacionais com a Seleção Nacional.
“Vamos para o palco que mais gostamos. Temos agora dias de enorme sacrifício e superação, mas no Europeu é sermos nós próprios. Somos bicampeões, mas isso não nos dá pontos ou golos. Temos de ser ainda melhores para que a competição possa correr bem, e vai correr, não tenho dúvidas”, assegurou o selecionador luso.
Portugal defronta Itália, Hungria e Polónia no Grupo D, com Jorge Braz a frisar um grupo “interessante” que criará “imensos problemas”, mas “é para vencer o grupo” numa cidade de boa memória, pois o primeiro Europeu foi conquistado em Liubliana.
“É uma casa especial, traz memórias muito importantes para nós. Vamos para um sítio que nos é familiar e que nos vai fazer sentir melhor. O passado é espetacular, mas não nos traz vantagem nenhuma, nem qualquer benefício para a competição. Vamos extremamente confiantes. Claro que queremos estar na final e esta equipa dá essas garantias. Queremos que as boas sensações sejam sobre o futuro e não no passado, que nos orgulha e nos ajuda a preparar o que aí vem”, reforçou.
A equipa das quinas arranca o estágio de preparação no domingo, na Cidade do Futebol, sendo que ainda fará dois jogos de preparação com a Bósnia, em 16 e 18 de janeiro (Porto Salvo e FPF Arena Portugal), antes de viajar rumo à Eslovénia.
Será a 11.ª participação da formação lusa, atual bicampeã continental, numa fase final, em 13 edições, na qual defrontará a Itália, em 24 de janeiro, a Hungria, em 27, e a Polónia, em 29, sempre na Arena Stozice, em Liubliana.
Esse recinto voltará a receber Portugal, em caso de sucessivas qualificações, com os quartos agendados para 31 de janeiro e 01 de fevereiro, as meias para 04 de fevereiro e a final e jogo de atribuição do terceiro lugares para 07.
Confira a convocatória:
Guarda-redes: Edu Sousa, Bernardo Paçó;
Fixos: André Coelho, Tomás Paçó, Afonso Jesus;
Universal: Erick Mendonça;
Alas: Tiago Brito, Diogo Santos, Pauleta, Lúcio Rocha, Pany Varela, Kutchy, Bruno Coelho;
Pivô: Rúben Góis.
Portugal, recorde-se, está inserido no Grupo D do Euro-2026. A equipa das quinas arranca a participação no dia 24 de janeiro diante da Itália (13:30), defrontando depois a Hungria (27 de janeiro, 16:30) e Polónia (29, 19:30).
Os dois primeiros classificados de cada grupo avançam para os quartos de final que se disputam entre 1 e 2 de fevereiro. As meias-finais estão agendadas para 5 de fevereiro, com a grande final marcada para 7 de fevereiro.
