Recorde aqui as incidências do encontro
Na estreia oficial de Luís Pinto no comando técnico, os gilistas apresentaram-se apenas com o reforço Andreas Lausen como novidade no onze. Por sua vez, no lado do Rio Ave, Sotiris Sylaidopoulos promoveu a titularidade de duas caras novas no arranque da partida: Diogo Nascimento e Roland Galcík.

Lesões precoces quebraram o ritmo
A primeira parte em Barcelos pecou apenas pela ausência de golos, num arranque fulgurante em que o Rio Ave assumiu as despesas do jogo e ameaçou as redes de Lucão por diversas vezes. Diogo Bezerra teve uma oportunidade clamorosa, mas desperdiçou de forma incrível na tentativa de fazer um chapéu. Na resposta, Roland Galcík também ficou muito perto do golo após aproveitar um erro crasso de Buatu na construção. O quarto de hora inicial acabou por sair caro a ambos os conjuntos no capítulo físico: o gilista Weverson e o vilacondense Ryan Guilherme viram-se forçados a sair prematuramente devido a lesão.
Com o avançar do relógio, o Gil Vicente conseguiu assentar ideias, sair da teia de pressão contrária e equilibrar as forças no meio-campo. Os barcelenses aproximaram-se com mais perigo da baliza de Ennio van der Gouw, mas foram os visitantes a voltar a espreitar o golo aos 34 minutos, num tiro de Jalen Blesa para intervenção segura de Lucão a dois tempos. A intensidade esmoreceu no último terço antes do descanso, que chegou com pedidos de grande penalidade sobre Tamble Monteiro, não atendidos pelo árbitro Gustavo Correia.
Expulsão e insistência premiaram gilistas
Logo após o reatamento - sem alterações nas duas equipas -, os rioavistas receberam um duro golpe logo nos primeiros segundos quando Andreas Ntoi viu o cartão vermelho direto por um pisão sobre Santi García. Nikitscer rendeu Galcík para ganhar tração atrás, com os galos a explorarem a superioridade numérica e a ameaçarem o golo num remate de Carlos Eduardo para uma excelente defesa de Ennio van der Gouw.
O Rio Ave aproveitava os raros momentos em que tinha a bola para estender a posse, frustrando os anfitriões com uma forma de defesa mais ativa. Luís Pinto recorreu ao banco de suplentes para manter a pressão e quase tinha toque de Midas: na primeira vez que tocou na bola, Tidjany Touré disparou ao poste na ressaca a um canto. A pressão surtiu efeito a cinco minutos dos 90' - com muita sorte à mistura -, numa grande penalidade assinalada por mão de Nelson Abbey. O recém-entrado Héctor Hernández assumiu a marcação, Ennio van der Gowu adivinhou o lado, mas a bola passou por baixo do corpo do guarda-redes e ultrapassou ligeiramente a linha de golo.
Em oito minutos de descontos, a melhor ocasião voltou a pertencer aos galos e ao avançado espanhol, negado por uma excelente defesa de Van der Gowu.
Melhor em campo Flashscore: Jonathan Buatu (Gil Vicente).

