McIlroy, que tem sido o membro mais vocal do PGA Tour contra o LIV Golf, gostaria de ver os melhores jogadores do mundo a competir entre si mais vezes do que apenas nos quatro majors do ano, mas não está otimista.
"Simplesmente não vejo um cenário em que isso possa acontecer neste momento", disse McIlroy aos jornalistas no Emirates Golf Club, antes do Hero Dubai Desert Classic desta semana, prova do European Tour.
As declarações de McIlroy surgem pouco mais de uma semana depois de o PGA Tour ter readmitido Brooks Koepka no âmbito de um novo programa que oferece uma janela limitada para o regresso de alguns jogadores.
Esta divisão chegou mesmo a captar a atenção do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um entusiasta do golfe que participou em duas reuniões sobre o tema na Casa Branca, em fevereiro do ano passado, numa altura em que havia otimismo de que o fosso entre o LIV Golf e o PGA Tour pudesse ser ultrapassado.
McIlroy, que completou o Grand Slam de carreira ao vencer o Masters do ano passado, considera que as relações entre os dois circuitos estão melhores do que quando o LIV Golf foi lançado em junho de 2022, mas isso não significa que alguma das partes esteja disposta a fazer as concessões necessárias.
"Simplesmente não vejo que as duas ou três partes, ou quem quer que seja, estejam dispostas a ceder o suficiente", afirmou McIlroy.
"Para que haja uma reunificação, todas as partes vão sentir que perderam, quando o ideal seria que todas sentissem que ganharam... Acho que estão demasiado distantes para que isso aconteça", acrescentou.
