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Open de Portugal: De Bruyn faz “uma das melhores voltas”, Tomás Gouveia “sólido”

Jannik de Bruyn fez “uma das melhores voltas” da carreira no PGA Aroeira 1
Jannik de Bruyn fez “uma das melhores voltas” da carreira no PGA Aroeira 1ČTK / imago sportfotodienst / kolbert-press/Christian Kolbert

O golfista alemão Jannik de Bruyn fez esta quinta-feira “uma das melhores voltas” da carreira no PGA Aroeira 1 e assumiu a liderança do 64.º Open de Portugal, enquanto o português Tomás Melo Gouveia fez uma primeira ronda “sólida.”

De Bruyn, de 27 anos, só iniciou a volta inaugural durante a tarde, quando o vento começou a soprar e a criar maiores dificuldades à segunda metade do field de 144 jogadores, mas foi o mais bem sucedido, ao completar os 18 buracos com 62 pancadas, nove abaixo do par do campo, só cometendo um deslize no derradeiro green.

O jogador alemão, que se estreou na Aroeira no tee do buraco 10, fez oito birdies (uma abaixo no 10, 14, 15, 17, 1, 4, 5 e 8), um eagle (duas abaixo no 12) e um bogey (uma acima) a fechar a ronda no 9, naquele que é o buraco mais difícil do campo, um par 5 reduzido a par 4 para o torneio.

“Bati muito bem os ferros, mas não estive assim tão bem no putt. Deixei a bola muito perto do buraco, o que fez com que fosse uma das minhas melhores voltas de ferros de sempre. Por isso, para mim foi bastante fácil. Uma vez que acertava os fairways nos buracos de par 4 e 5, tinha boas chances e tornava tudo mais fácil”, explicou o líder sobre como lidou tão bem com o vento.

Enquanto o número 44 na Race to Maiorca, o ranking do Challenge Tour, protagonizou uma exibição memorável, Tomás Melo Gouveia foi o melhor entre a dezena de portugueses que está a disputar a prova dotada de 300 mil euros em prémios monetários.

“Foi muito bom, especialmente porque vinha com mais duas depois de quatro buracos e, a partir daí, joguei muito bem, muito sólido. Fiz dois eagles, que é muito bom também. Estou muito contente por este começo, perto dos líderes, e estar na luta”, explicou o profissional português.

Ao assinar três bogeys (nos buracos 11, 13 e 4), outros tantos birdies (14, 18 e 8) e dois eagles (15 e 1), Melo Gouveia fez “uma volta sólida” com 67 pancadas, quatro abaixo do par, e integrou o lote dos golfistas que partilham o 25.º lugar da classificação.

“Estou a jogar para ganhar. Acho que tenho capacidade para isso. Esta época, já estive perto de ganhar um torneio duas vezes. Não consegui. E em casa sinto muito o apoio das pessoas. E é muito confortável estar em casa e jogar perto, na Aroeira. Sinto que o campo é muito bom para mim também, que me favorece”, acrescentou Tomás Melo Gouveia, número 57 do ranking.

Ao contrário do compatriota, um dos primeiros a sair para a 64.ª edição do Open de Portugal, Pedro Figueiredo só começou a jogar durante a tarde e viveu "uma volta de altos e baixos", somando 68 pancadas, três abaixo do par.

“Fiz quatro bogeys (13, 16, 18 e 9) e sete birdies (10, 12, 14, 15, 17, 4 e 5). Penso que só fiz um par nos meus primeiros nove buracos. E não é muito comum no meu jogo. Normalmente sou um jogador mais regular. Mas hoje senti que fiz alguns erros estratégicos, porque três dos quatro bogeys foram com bons shots. Simplesmente passei o green, com um ferro a mais. Portanto, senti que o jogo foi muito bom hoje, mas que alguns erros estratégicos acabaram por me custar alguns bogeys e acabei com menos três”, relatou o melhor jogador português na Race to Maiorca, ao figurar no 13.º lugar.

Além dos dois membros efetivos do Challenge Tour, os profissionais Vasco Alves e Pedro Lencart e o amador Luís Silva beneficiaram das boas condições climatéricas matinais para concluir a volta de abertura abaixo do par do campo, naquele que é o regresso do Open de Portugal à Aroeira 30 depois da última edição, em 1997.

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