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Open de Portugal: Marc Warren aproveita “condições perfeitas” e comanda na Aroeira

Marc Warren
Marc Warren OCTAVIO PASSOS / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O escocês Marc Warren aproveitou “as condições perfeitas” para protagonizar esta sexta-feira uma boa exibição e assumir a liderança do Open de Portugal, na Aroeira, onde Tomás Bessa e Tomás Gouveia foram os únicos portugueses a passar o cut.

Marc Warren, de 45 anos, iniciou a segunda volta logo de manhã e, beneficiando das amenas condições climatéricas e do campo, ainda imaculado, fez 68 pancadas, oito abaixo do Par do campo, garantindo o comando da prova do Challenge Tour com um agregado de 128 shots (-14).

“Obviamente, estou muito satisfeito com o dia de hoje. Saímos bastante cedo esta manhã e as condições estavam absolutamente perfeitas. Não havia vento, os greens estavam perfeitos e fomos um dos primeiros grupos a sair. Por isso, estou muito contente por ter conseguido aproveitar estas condições”, confessou o escocês, após registar oito birdies (uma abaixo) nos buracos 10, 15, 16, 1, 2, 5, 7 e 8.

Apesar do detentor de quatro títulos do DP World Tour ter assumido o principal protagonismo, ao destronar o anterior líder, o alemão Jannik de Bruyn, o melhor resultado do dia, e do torneio, pertenceu ao sul-africano MJ Daffue e ao japonês Tatsunori Shogenji, ambos com 61 pancadas (-10).

Numa jornada em que o neerlandês Lars van der Vight celebrou um hole in one no buraco 4, entre os 10 portugueses a competir no Open de Portugal, dotado de 300 mil euros em prémios monetários, apenas Tomás Bessa conseguiu tirar o melhor partido da ausência de vento e do fator casa para se destacar.

Depois do Par do campo na estreia, o profissional de Paredes anotou hoje 63 pancadas, oito abaixo do Par, graças a três eagles (duas abaixo) nos buracos 10, 17 e 6, cinco birdies (15, 16, 1, 3 e 4) e um duplo bogey (duas acima) no green do 13.

Com um total de 134 pancadas, oito abaixo, Tomás Bessa integra o lote de nove golfistas que partilham o 24.º lugar, entre os 66 jogadores apurados para as últimas duas rondas, com um agregado de 137 pancadas (-5).

“Senti-me muito confortável nos shots ao green. Consegui colocar a bola muito perto da bandeira, criei várias oportunidades e também estava muito cómodo nos putts. Vi bem as linhas, estava a rolar bem a bola e, portanto, tive muitas oportunidades em que meti bons putts. No fundo, foi essa a grande diferença”, afirmou Bessa, explicando a diferença do jogo em relação ao primeiro dia, em que não conseguiu “ler bem o vento".

Enquanto o duplo campeão nacional de profissionais (2020 e 2025) viveu uma jornada memorável, ao fazer pela primeira vez na carreira três eagles em 18 buracos, o compatriota Tomás Melo Gouveia teve um dia “mais tremido”, contabilizando 136 shots (67+69), seis abaixo no total.

“Joguei melhor que ontem (quinta-feira), mas o putt não colaborou. Basicamente não meti putts, meti a bola muito perto, mas não estava a conseguir concretizar. Correu bem no fim e agora há mais dois dias”, comentou o 39.º colocado no leaderboard.

Ao contrário de Melo Gouveia, Pedro Figueiredo, também membro efetivo do Challenge Tour, não foi capaz de manter o bom nível da véspera e, depois de “deitar tudo a perder com quatro pancadas acima nos últimos três buracos”, falhou o cut, assim como os compatriotas João Pereira, Vasco Alves, Pedro Lencart, Luís Silva, Ricardo Santos, Tomás Silva e Bernardo Costa Pinheiro.

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