Golfe: PGA readmite Brooks Koepka mas impõe uma das "maiores consequências financeiras" do desporto

Brooks Koepka durante as meias-finais do LIV Golf Michigan Team Championship
Brooks Koepka durante as meias-finais do LIV Golf Michigan Team Championship Aaron Doster / Imagn Images

Brooks Koepka está de regresso ao PGA Tour, após ter solicitado a reintegração, depois de ter deixado a LIV Golf, mas o seu regresso poderá custar-lhe até 85 milhões de dólares, segundo um novo programa anunciado pelo circuito norte-americano esta segunda-feira.

O antigo número um mundial Koepka, que se juntou à LIV em 2022, separou-se do circuito financiado pela Arábia Saudita no mês passado e pediu a reintegração no PGA Tour após informar os responsáveis “de que a sua ligação anterior tinha terminado”, revelou o CEO do PGA Tour, Brian Rolapp, em comunicado.

O “Programa de Regresso de Membros” está apenas disponível para golfistas que tenham vencido um major ou o The Players Championship desde 2022 e implica, segundo Rolapp, “uma das maiores consequências financeiras da história do desporto profissional”.

Devido às “limitações rigorosas” a que Koepka aceitou submeter-se, o vencedor de cinco majors enfrenta a perda, durante cinco anos, de qualquer potencial participação no Programa de Participação de Jogadores do PGA Tour, o que representa uma perda estimada entre 50 e 85 milhões de dólares, dependendo do seu desempenho e do crescimento do circuito.

Koepka, um dos vários golfistas de topo que aceitaram avultados prémios de assinatura para ingressar na LIV, também concordou em fazer uma doação de 5 milhões de dólares para fins solidários, sendo os beneficiários definidos em conjunto com o PGA Tour.

O programa inclui ainda “limitações pesadas e adequadas tanto ao acesso a torneios como aos potenciais ganhos”, embora não tenham sido divulgados detalhes concretos.

Rolapp sublinhou que o programa “não irá retirar oportunidades de participação aos atuais membros – os quadros serão alargados sempre que necessário”. Os restantes jogadores elegíveis têm até 2 de fevereiro para solicitar a reintegração.

Esta é uma janela única, com prazo definido, e não cria precedente para situações futuras”, alertou Rolapp.

Assim que a porta se fechar, não há garantia de que este caminho volte a estar disponível", acrescentou.

"A decisão reflete a vontade dos adeptos em ver a melhor competição, afirmou Rolapp: “Houve algo que ficou claro em todas essas conversas – todos querem ver os melhores jogadores do mundo a defrontarem-se mais vezes.”

No PGA Championship de 2023, Koepka tornou-se o primeiro jogador a vencer um major enquanto era membro da LIV Golf.