“O campo de golfe do Faial não vai afetar nenhuma infraestrutura, vai ser feito na zona da ribeira, que é uma zona não edificante, mas é uma zona com um grande potencial de desenvolvimento de um campo de alta qualidade”, afirmou Miguel Albuquerque, em declarações aos jornalistas à margem da sessão de abertura da Conferência Internacional de Golfe, que está a decorrer numa unidade hoteleira do Funchal.
O governante acrescentou que essa área será aproveitada para construir “um campo com excelente clima” e com “efeitos multiplicadores em termos de emprego qualificado, novos residentes e dinâmica económica” para o concelho de Santana.
Miguel Albuquerque disse, no entanto, que ainda não há prazos definidos para este projeto.
Sobre o golfe no Porto Santo, que já conta um campo, é “estratégico para quebrar a sazonalidade da ilha”, destacou, referindo que será construída uma segunda estrutura, cujo concurso público para a primeira fase da obra foi lançado na segunda-feira, com um valor base de 6,1 milhões de euros.
“O campo de golfe justifica-se porque o Porto Santo, sem o campo de golfe, no inverno não tinha movimento e, não tendo movimento, matava a sua economia”, argumentou.
“Portanto, se tanto se reclama relativamente à quebra da sazonalidade, um dos efeitos demonstrados já empiricamente é que o campo de golfe é uma âncora de desenvolvimento do Porto Santo, quer queiram quer não”, reforçou o presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP).
Atualmente, o arquipélago conta com um campo de Golfe no Porto Santo e dois na Madeira, estando a ser também construída uma nova infraestrutura para a prática deste desporto na Ponta do Pargo, no concelho da Calheta.
Albuquerque indicou que o campo de Golfe do Santo da Serra será ampliado, passando a contar com mais nove buracos, e o do Palheiro Ferreiro também sofrerá melhorias, sobretudo ao nível da rega, com apoio de fundos europeus.
O governante salientou também que está “em vias de conclusão um dos campos mais bonitos da Europa”, referindo-se à infraestrutura da Ponta do Pargo, concelho da Calheta, que “irá criar uma nova centralidade no oeste da ilha”.
