Em comunicado, o órgão que monitoriza as finanças dos clubes gauleses (DNCG) confirmou a despromoção dos girondinos, que na época passada já estavam a disputar o National 2, o terceiro escalão, para o qual tinham sido relegados em 2024.
Perante esta decisão, o Bordéus cai agora para a sexta divisão, o que poderá dar origem a um processo de falência do clube, cuja decadência financeira se agravou a partir de 2021, quando o empresário Gerard López, que também deteve a maioria do capital social da SAD do Boavista, adquiriu os girondinos.
Em 2021/22, o Bordéus foi último classificado da Ligue 1 e acabou despromovido ao segundo escalão, e em 2024 caiu para o terceiro face às dificuldades em conseguir 40 milhões de euros (ME) para sanear as contas e ter orçamento que lhe permitisse disputar a Ligue 2 em 2024/25.
No ano passado, deveria ter apresentado e executado um plano de reestruturação, de forma a reduzir a dívida de 100 ME para 26 ME, mas não só não o fez como ainda não pagou os 10 ME exigidos pelo órgão regulador para cumprir com o exercício da temporada passada.
Gerard López tinha adiantado, no final de junho, que o Sparta Capital iria investir esses 10 ME, contudo, segundo a imprensa francesa, o fundo britânico retirou-se das negociações no início desta semana, precipitando o desfecho hoje anunciado.
Fonte próxima do clube revelou à agência noticiosa AFP, o diretor-geral do Bordéus, Arnaud Saint-André, apresentou um pedido de falência hoje à tarde, sendo que, sem a provisão necessária para executar o exercício financeiro da época passada e o da presente, deverá iniciar-se um processo de extinção do emblema fundado em 1881.
Campeão francês em 1950, 1984, 1985, 1987, 1999 e 2009, além de ter disputado a final da Taça UEFA de 1997, em que perdeu com o Bayern Munique, o Bordéus contou nas suas fileiras com jogadores como Alain Giresse, Jean Tigana, Zinedine Zidane, Bixente Lizarazu, Christophe Dugarry, Richard Witschge, Lilian Laslandes ou Johan Micoud.
Nos mais de 130 anos de história, também contratou jogadores portugueses, sobretudo Fernando Chalana, Pauleta, Beto, Marco Caneira e Bruno Basto, bem como os treinadores Toni (em 1994/95) e Paulo Sousa (entre 2019 e 2020).
