Depois do triunfo das águias no primeiro encontro (3-2), a formação minhota contou com o apoio dos seus adeptos para entrar com tudo na partida. Logo aos quatro minutos, Carlitos Ramos inaugurou o marcador na sequência de um contra-ataque, atirando primeiro para defesa de Pedro Henriques e, depois, enganando o guarda-redes com uma picadinha vinda de trás da baliza.
Praticamente no minuto seguinte, o pavilhão foi ao rubro com o 2-0: o mesmo Carlitos temporizou atrás da baliza e levantou o esférico para um remate espetacular de Miguel Rocha a meia altura. Foi o golo 90 na temporada para o internacional português. O Benfica sentia muitas dificuldades, mas o jogo haveria de entrar numa espiral de agressividade e polémica. À passagem do minuto 16, Lucas Ordóñez viu o cartão vermelho direto.

No entanto, mesmo com menos um elemento durante quatro minutos, a reação das águias começou a desenhar-se de bola parada. À 10.ª falta dos minhotos, Pau Bargalló não desperdiçou o livre direto e reduziu para 2-1. A resiliência dos comandados de Edu Castro deu frutos mesmo em cima do intervalo. Aos 24', Roberto Di Benedetto recolheu a bola perdida, arranjou espaço na zona central e desferiu um remate fortíssimo que restabeleceu a igualdade na ida para os balneários (2-2).
A segunda metade reatou com a mesma voltagem, mas menor eficácia, com um livre direto falhado para cada lado, ao mesmo tempo que se acumulavam os cartões azuis: Pedro Henriques viu-o com o jogo parado, Roby di Benedetto e Tato Ferrucio foram admoestados no mesmo minuto, deixando um 3x3 na quadra. Terminada a inferioridade numérica dos dois lados e logo após um desconto de tempo pedido por Rui Neto, os barcelenses voltaram a adiantar-se numa jogada estudada concluída com um passe de Ferrucio para Kyllian Gil encostar.
A 12 minutos do fim, as águias cometeram a 15.ª falta e permitiu a Carlitos Ramos bisar na marcação de um livre direto (4-2). Obrigado a reagir, o Benfica virou atenções para a baliza adversária e não demorou muito tempo a chegar à igualdade. Primeiro, uma grande penalidade cometida por Luís Querido (que viu o cartão azul) permitiu reduzir a desvantagem: na conversão do castigo máximo, Guillem Torrents ainda defendeu a cobrança e a recarga de João Rodrigues, mas nada pôde fazer para travar o remate de Pau Bargalló na insistência.
Ainda no mesmo minuto e a usufruir do power play, o astro espanhol chegou ao hat-trick com um disparo colocado (4-4), gelando o pavilhão a nove minutos do fim. Apesar da insistência das duas equipas, o tempo regulamentar terminou sem qualquer golo e a decisão foi adida para o prolongamento - o primeiro das meias-finais.
Ainda antes de começar a etapa complementar, o treinador do Óquei foi expulso por acumulação de amarelos. Quando a bola voltou a rolar, Vieirinha foi punido por simulação, cometendo a 20.ª falta coletiva que resultou em novo livre direto. Chamado a converter, Zé Miranda teve uma execução espetacular e enganou o guarda-redes com um toque subtil. Nos últimos cinco minutos, as águias desperdiçaram várias oportunidades para matar o encontro antes do assalto final dos barcelenses, que ainda abdicaram do guarda-redes para apostar no 5x4, mas a muralha encarnada não cedeu.
Com este resultado, o Benfica está a um triunfo de chegar à final do campeonato e pode selar o apuramento se vencer na quinta-feira, às 15:00, no Pavilhão da Luz.
