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Edu Castro (treinador do Benfica):
“É importante o 'como' e tem muito a ver com o que foram os adeptos. Levaram-nos desde o primeiro minuto do jogo, também em Alvalade e em outros tantos jogos. Este grupo é maravilhoso, foi capaz de não perder um único jogo na melhor liga do mundo, apenas quatro empates, cumprimos o objetivo.
Perguntavam-me se o ano que vem podemos fazer melhor, mas, para fazer melhor, temos de empatar três jogos e ganhar os outros. Podemos tentar ganhar outra vez. Estamos aqui para ganhar títulos, mas há muitas formas de o fazer e este grupo de jogadores é um exemplo de benfiquismo e temos de continuar no futuro.
Os comentários que havia no balneário é que não voltaríamos a perder e, depois de sermos muito superiores a todas as equipas, ficámos com a sensação de que ganhámos o título da liga regular e do de hoje.
Toda a gente tem fantasmas. O Sporting jogou sete vezes contra o Benfica e não ganhou nenhuma, terá fantasmas? Estatísticas não são para lamentar, são para explicar a realidade e muitas vezes não explicam tudo. O que aconteceu foi a alma benfiquista e sinto pessoalmente que eles estão orgulhosos desta equipa, mas também estavam quando perdemos a ‘Champions’.
Muito bom é curto para descrever este campeonato, mas entendo que seja uma forma de elogiar. Fomos quase perfeitos, na melhor liga do mundo. Foi acreditar no modelo de jogo, em pressionar e trabalhar no dia-a-dia e pensar que se as coisas não correrem bem é mudar o que se pode fazer melhor, manter o que se faz bem mesmo sem resultados e ter a inteligência de diferenciar uma da outra. Foi o que fizemos. O segredo é que temos jogadores com talento infinito e tentamos por uma organização mínima para o que o seu talento saia o máximo possível.
Somos favoritos para o campeonato do próximo ano porque somos os campeões”.
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Edo Bosch (treinador do Sporting):
“Antes de tudo queria dar os parabéns ao Benfica, fez uma grande época e foi um justo campeão. Acho que a primeira parte que fizemos hoje foi a melhor dos três jogos. Faltou-nos eficácia, mas estou muito orgulhoso dos meus jogadores que cumpriram o plano na perfeição. Na primeira parte, fomos bastante superiores ao Benfica, num ambiente complicado. O desfecho da primeira parte é injusto, mas só contam as que entram e recompusemo-nos o melhor possível e entrámos bem na segunda parte.
Foi uma boa final e o Benfica aproveitou esse minuto. Depois da primeira parte não é fácil chegar ao intervalo a perder 2-0. Na segunda parte tínhamos de arriscar e sabíamos que um golo podia mudar o jogo. O terceiro golo afetou-nos e peço desculpa aos meus jogadores pela minha expulsão.
Não podemos esquecer que esta equipa do Sporting em seis títulos, disputou cinco finais e ganhou três. Quando fui contratado disseram-me que era uma equipa para começar a ganhar e em dois ou três anos estar no topo e logo no primeiro ano ganhámos três títulos. Foi uma grande época do Sporting.
O céu é o limite. Também ficámos surpreendidos pelo que estes jogadores foram capazes de dar e por isso acreditamos que podemos dar muito mais e estamos tristes e dececionados. O projeto é de longo prazo, mas no curto já mostrámos que podemos ganhar. Para o ano vamos ser um Sporting que vai tentar estar em todas as finais e tentar conquistar o máximo possível”.
