"Acreditamos que o título pode permanecer em Portugal. O hóquei feminino português tem vindo a afirmar-se cada vez mais e demonstrado qualidade para competir ao mais alto nível europeu. Sabemos que não será fácil, mas há essa ambição de que é possível", contou o técnico, na antecipação à final four da segunda edição da Taça Europeia de hóquei feminino.
Pelo segundo ano consecutivo, a final four da competição será disputada em Portugal, com a edição anterior a ter sido disputada em Oliveira de Azeméis, na casa do vencedor, Escola Livre.
Rui Pedro sente que o fator casa pode voltar a "ter alguma influência", mas que será apenas um "elemento que pode equilibrar" e não "decidir jogos". Ainda assim, o treinador revela que este é um "momento histórico" para o clube.
"A participação nesta segunda edição tem um significado muito especial. É um sinal claro da evolução, da ambição e do compromisso com o crescimento sustentado do hóquei feminino no clube", disse.
Nas meias-finais, as alvinegras vão defrontar as alemãs do Cronenberg, que eliminaram o Vadagno, finalista da última edição, na fase anterior. O técnico espera dificuldades e revela que já se nota um "aumento da competitividade" na Taça Europeia.
"Este tipo de adversários obriga-nos a estar ao mais alto nível, tanto do ponto de vista competitivo como mental. O facto de estarmos apenas na segunda edição não impede que já se note um aumento da competitividade, com equipas mais experientes, melhor preparadas e com maior ambição", admitiu.
Rui Pedro realça que a equipa está no "caminho certo", mas que o próximo passo tem de passar por "ganhar títulos" e afirmar a Sanjoanense, ao "mostrar que a presença nas decisões não é algo pontual".
Sofía Reyes, jogadora chilena que chegou este ano ao emblema de São João da Madeira, é a única no plantel com experiência na Taça Europa, tendo integrado o plantel do Escola Livre durante a conquista na última temporada.
A atleta, de 25 anos, também realçou que esta competição "acrescenta muito ao hóquei feminino" e que a "presença das equipas espanholas" ajudou a aumentar a qualidade.
Apesar de revelar que o Cronenberg foi "uma das equipas que mais surpreendeu" ao longo da competição, Sofía Reyes sente que existe uma "forte possibilidade" do título permanecer em Portugal, destacando a vantagem caseira.
"O fator casa é muito importante e dá um sabor ainda mais especial. Não só pelo conhecimento da pista, mas sobretudo pelo apoio que sentimos vindo das bancadas. Isso pode fazer a diferença numa competição como esta. É uma excelente oportunidade para motivar e envolver a comunidade sanjoanense", analisou.
Ainda assim, admite que os quatro finalistas "têm muita qualidade" e reforça que para conquistar a prova será necessário "querer mais do que as outras equipas".
As meias-finais da Taça Europeia feminina de hóquei em patins disputam-se este sábado, no Pavilhão dos Desportos, em São João da Madeira, com as espanholas do Sant Cugat a defrontarem as compatriotas do Voltregà, às 14:00, e a Sanjoanense a defrontar o Cronenberg, às 17:00.
