Estrelas da NHL vão mesmo participar nos Jogos Olímpicos, garante a Federação Internacional

Luc Tardif, presidente da Federação Internacional de Hóquei no Gelo
Luc Tardif, presidente da Federação Internacional de Hóquei no GeloBRUCE BENNETT/GETTY IMAGES VIA AFP

As estrelas da NHL vão marcar presença nos Jogos Olímpicos de 2026 em Milão Cortina, congratulou-se este domingo o presidente da Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), convencido pela principal pista de gelo de Milão, inaugurada na sexta-feira com um mês de atraso.

"Não há motivo para que a NHL não venha", afirmou Luc Tardif em conferência de imprensa.

"Estávamos um pouco preocupados, mas há um mês que nos sentíamos mais tranquilos e, depois deste fim de semana, vamos ficar satisfeitos, vou poder dormir descansado", acrescentou o presidente franco-canadiano da IIHF.

Os Jogos Olímpicos 2026 (6-22 de fevereiro) deverão assinalar o regresso dos jogadores da NHL, o melhor campeonato do mundo, ausentes das duas últimas edições, em 2018 em Pyeongchang (Coreia do Sul) e em 2022 em Pequim.

No entanto, a NHL tinha dado a entender nas últimas semanas que poderia afinal não libertar os seus jogadores devido aos atrasos na construção da Arena Santagiulia e a preocupações com a sua segurança.

Este pavilhão multiusos, com capacidade para 15.000 pessoas, construído por um promotor privado, deveria ter sido inaugurado no início de dezembro e receber os primeiros jogos de imediato.

A inauguração e os primeiros encontros, a contar para o Campeonato e para a Taça de Itália, decorreram de sexta-feira a domingo, para testar a qualidade e a resistência do gelo.

"Com três jogos no sábado, tivemos um bom teste, pois não há muitas competições em que se disputam três jogos no mesmo dia", salientou Tardif.

O primeiro jogo, na sexta-feira, teve de ser interrompido depois de ter surgido um buraco no gelo. Foi rapidamente reparado pelos serviços técnicos, um incidente considerado "normal" pelos organizadores dos Jogos Olímpicos 2026.

O diretor executivo dos JO no Comité Olímpico Internacional (COI), Christophe Dubi, também manifestou a sua satisfação.

"É um local que devo ter visitado talvez 25 vezes. A última vez que estive cá foi antes do Natal e estava bem diferente, houve muitos progressos, é de tirar o chapéu a quem trabalhou nesta obra. A pintura pode não estar completamente seca em todo o lado (para o início do torneio olímpico feminino, NDLR), mas nada que impeça jogadores e adeptos de desfrutarem da experiência", considerou.

"Estive preocupado? Certamente (...) Mas se a federação internacional está satisfeita, não há motivo para preocupação", concluiu.