International Board quer mais competências para VAR e menos interrupções de jogo

VAR esteve em discussão
VAR esteve em discussãoProfimedia

O alargamento das competências do videoárbitro no futebol, mantendo o protocolo atual, mas apreciando três outras situações de jogo, e a limitação das paragens de tempo estiveram na agenda da reunião anual de trabalho da International Board (IFAB).

Em comunicado, após reunião em Londres, na terça-feira, a entidade que regula as leis no futebol apresentou algumas sugestões para melhorar o andamento do jogo e reduzir os tempos de interrupção, assim como permitir aos VAR analisarem outros casos.

A intervenção do VAR deve manter-se limitada às quatro situações factuais de mudança de jogo (golos, grandes penalidades, cartões vermelhos diretos e erros na identificação), mas com três extensões específicas que não devem abrandar o fluxo do jogo”, justificou a IFAB.

Assim, os reguladores propõem que os “VAR possam rever cartões vermelhos resultantes de erros factuais na amostragem de cartões amarelos, bem como em casos em que a equipa errada seja penalizada por uma infração resultante em cartões vermelho ou amarelo.

A reunião de trabalho anual propõe ainda permitir que os VAR possam rever lances de canto claramente concedidos de forma errada, desde que possa ser feito imediatamente e sem atrasar o reinício da partida”, detalhou a IFAB.

Estas medidas podem ser aprovadas na próxima reunião geral desta estrutura, que está marcada para 28 de fevereiro, no País de Gales.

Relativamente às interrupções, e na sequência das reações positivas à limitação de os guarda-redes reterem a bola na sua mão em mais de oito segundos, mediante contagem regressiva dos árbitros, a IFAB sugere que esta medida seja alargada aos lançamentos de linha lateral e aos pontapés de baliza.

Além disso, propõe que os jogadores que saiam do campo para serem assistidos permaneçam, após o reatamento da partida, fora do terreno durante um período de tempo fixo, cuja duração ainda deverá ser determinada.

A reunião também concordou em impor um limite de 10 segundos para os jogadores deixarem o campo após serem substituídos”, prosseguiu a IFAB, dando ainda a sua anuência à continuidade dos testes com a tecnologia dos foras de jogos semiautomáticos – a lei Wenger, quando o corpo do atacante ultrapassa por completo o do penúltimo defensor e não só uma parte - e do assistente de vídeo, utilizado no Mundial sub-17, que Portugal venceu, que permite aos treinadores solicitarem a revisão de lances específicos, quando não existem meios para VAR na sua plenitude.


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