Um tribunal de recurso confirmou a acusação formal ao antigo advogado de Maradona, Matías Morla, e a dois dos seus assistentes por gestão fraudulenta da marca "Diego Maradona" e dos seus derivados, que, segundo os filhos do ex-jogador, deveria ter sido transferida para eles após a morte do "10".
A decisão refere que as ações dos arguidos prejudicaram os direitos dos herdeiros. Duas das irmãs do ídolo, Rita e Claudia Maradona, bem como uma notária, estão acusadas de colaborarem na execução do crime.
Sobre os seis arguidos recaiu um embargo de 2.000 milhões de pesos (cerca de 1 milhão de euros). O tribunal de recurso considerou que o montante "é adequado".
O processo teve início em 2021, quando duas das filhas de Maradona, Dalma e Giannina, acusaram Morla e os restantes arguidos de se apropriarem da marca com o nome do seu pai, que envolve contratos milionários em vários países. Posteriormente, os outros três filhos do astro do futebol juntaram-se ao processo como assistentes.
"Tudo chega", escreveu Gianinna Maradona na sua conta de Instagram, após a divulgação da decisão.
A decisão judicial agora confirmada determinava que os bens, tangíveis ou não, passassem "imediatamente para a posse dos seus herdeiros".
Em outubro, a empresa sueca Electa Global anunciou um acordo de colaboração exclusiva com os cinco filhos reconhecidos como herdeiros de Diego Maradona para comercializar produtos sob a marca do astro argentino.
Maradona morreu a 25 de novembro de 2020 devido a um edema pulmonar enquanto recuperava em casa de uma neurocirurgia recente. O processo judicial relativo à marca decorre em paralelo ao julgamento de oito profissionais de saúde para apurar a sua responsabilidade na morte de Maradona.
Um primeiro julgamento foi anulado em maio após o afastamento de uma das juízas, acusada de realizar um documentário clandestino sobre o processo.
Um novo tribunal determinou que o julgamento sobre a morte do ídolo seja retomado a 17 de março.
