Khatibi seria o único representante iraniano em Milão-Cortina-2026, nos Jogos Paralímpicos de Inverno que arrancaram na sexta-feira, contudo, segundo o Comité Paralímpico Internacional (IPC), não estavam reunidas as condições de segurança para o esquiador viajar para Itália, após o início dos ataques militares dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro.
Aboulfazl Khatibi Mianaei, que já tinha participado nos Jogos de Inverno Pyeongchang-2018 e Pequim-2022, estava inscrito em duas provas de esqui de fundo.
Em declarações por escrito à agência noticiosa AP, o diretor executivo do Comité Paralímpico iraniano, Hamid Alisamimi, lamentou o sucedido e sublinhou o impacto emocional causado pela impossibilidade de competir.
“Aboulfazl Khatibi, como muitos outros, ficou profundamente desapontado por não poder participar nos Jogos após uma preparação tão longa e determinada”, afirmou aquele responsável, acrescentando que o atleta acredita que “o desporto deve permanecer sempre como “uma ponte entre as nações e um símbolo de paz”.
Alisamimi deixou ainda um apelo à comunidade desportiva internacional, pedindo que esta “tome medidas responsáveis para condenar e suspender os países que violam os direitos humanos para que o mundo do desporto possa estar do lado certo da história e defender os valores da justiça, dignidade e paz”.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
