Na 35.ª edição da prova organizada pelo Maratona Clube de Portugal, Kiplimo fez a distância em 57.20 minutos e tirou 10 segundos ao recorde que pertencia antes ao etíope Yomif Kejelcha desde 2024, numa prova na cidade espanhola de Valência.
“Sinto-me feliz por bater novamente o recorde do mundo. Vim aqui provar que sou a pessoa que bateu o recorde no ano passado”, disse à Lusa, em alusão à corrida de Barcelona, que completou em 56.42, marca que nunca foi homologada pela World Athletics, por alegadamente o ugandês ter sido beneficiado por um carro marcador de ritmo.
Jacob Kiplimo, de 25 anos, já tinha batido em 2021 o recorde do mundo na prova lisboeta, com 57.31 minutos, antes de Kejelcha ter baixado em apenas um segundo essa marca, e ressalvou o carinho que tem por Lisboa, que é uma “segunda casa”.
“Lisboa é como se fosse a minha segunda casa. Lembro-me quando quebrei aqui o recorde do mundo na primeira vez. Hoje, a corrida foi boa da linha de partida até à meta”, salientou o ugandês, que prepara a participação na Maratona de Londres.
O queniano Nicholas Kipkorir (58.08) e o queniano Gilbert Kiprotich (58.59) foram segundo e terceiro colocados, respetivamente, completando o pódio masculino, enquanto o melhor atleta português foi Samuel Barata, 12.º, após 01:00.36 horas.
Já Tsigie Gebreselama, que tinha batido o recorde do percurso na anterior edição, em 01:04.21 horas, regressou à capital portuguesa e voltou a vencer, apesar de ter realizado os 21,0975 quilómetros em 01:04.48, sem bater de novo esse recorde.
O pódio feminino ficou composto pelas quenianas Janeth Chepngetich (01:06.50) e Regina Wambui (01:07.10), respetivamente, ao passo que Mariana Machado, em estreia na distância, foi a nona classificada e a melhor portuguesa, com 01:10.10.
A elite partiu da Cruz Quebrada, ao passo que a Meia Maratona de Lisboa e a prova popular de 10 quilómetros tiveram início na Ponte 25 de Abril, em Almada, num evento organizado pelo Maratona Clube de Portugal com mais de 30 mil inscritos.
