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A equipa de Castelló, sensações à parte, tem revelado a falta da eficácia de outros tempos neste início de temporada. Se há algo de que precisa, é de somar vitórias como a alcançada esta semana na Champions. O regresso a essa competição não será fácil, já que Barcelona e Real Madrid estão destinados a terminar à sua frente, o Atlético parece estar um patamar acima neste momento e o Betis brilha com luz própria em quase todos os jogos. Além disso, há sempre outros candidatos prontos a entrar na corrida.

Os jogadores do Villarreal, motivados pelo grande triunfo diante do Nápoles, entraram no relvado com um objetivo muito claro: adiantar-se no marcador o mais depressa possível. E houve um jogador que tentou fazê-lo mais do que ninguém: Alberto Moleiro. O médio falhou duas ocasiões bastante claras nos primeiros minutos e depois viu dois golos serem-lhe anulados por dois foras de jogo de Ayoze Pérez. Jogadores, equipa técnica e adeptos desesperavam com razão.
Ao espetáculo do canário juntou-se Tani Oluwaseyi, que não desfez o nulo devido à intervenção salvadora de Matías Dituro numa jogada que teve origem num erro grosseiro de Javi Morcillo. As sensações eram péssimas para os visitantes, que, pelo menos, podiam celebrar o facto de manterem o 0-0. A lesão no tornozelo de Marc Aguado, obrigado a ceder o lugar a Fede Redondo, esteve longe de ser uma boa notícia.
Do lado do Elche, para além desse contratempo físico, pouco havia a retirar, exceto uma incursão em que pelo menos conseguiu concluir a jogada, sem qualquer perigo para Péter Gulácsi. Além disso, o médio Gonzalo Villar, pouco interventivo na construção e muito voluntarioso nas tarefas defensivas, tinha visto o cartão amarelo aos 38 minutos de uma primeira parte bastante mais entretida e divertida do que o marcador fazia supor.
Moleiro viveu um período algo atribulado no recomeço: primeiro, fez um cruzamento tímido que acabou nas mãos de Dituro; depois, acabou por cometer um penálti sobre Revivo, anulado minutos mais tarde após a deslocação do árbitro ao monitor. O antigo jogador do Las Palmas arriscou demasiado, agarrando o adversário durante vários segundos, mas isso não foi suficiente para García Verdura. Teria sido, sem dúvida, um duro golpe depois do domínio indiscutível da sua equipa.

Antes disso, um remate potente de Thomas Lemar podia ter dado o 0-1: foi o primeiro remate à baliza de um Elche que parecia ter deixado a tempestade para trás e via mais perto a possibilidade de levar algum ponto de La Cerámica. O ritmo dos amarelos tinha baixado consideravelmente e Iñigo Pérez optou por fazer uma dupla alteração ao lançar Nathan Saliba, Pape Gueye e Georges Mikautadze. A estes três juntou-se, quando faltava um quarto de hora, o incansável Gerard Moreno.
A entrada de Gerard, sobretudo nos momentos em que os jogadores de Anselmi concediam algum espaço, dava mais soluções a uma equipa incapaz de sufocar o adversário na reta final do encontro. Com um talento ofensivo descomunal e um banco de suplentes igualmente impressionante, o Villarreal ficou em branco diante de um adversário que até se aventurou em alguns ataques no fim. A divisão de pontos não tira nenhum dos dois da aflição, mas faz sorrir mais os homens do antigo técnico do FC Porto.

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