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Liga das Nações: Fresneda estreia-se e Espanha vence com mais uma obra de Lamine (3-1)

Fresneda estreou-se na seleção principal espanhola
Fresneda estreou-se na seleção principal espanholaREUTERS/Vincent West

A Espanha somou, com mais dificuldades do que o esperado, a terceira vitória (3-1) em outras tantas jornadas da Liga das Nações, graças aos golos de Lamine Yamal, Rodri e Mikel Merino para a seleção espanhola, que estreou, na receção à República Checa, o sportinguista Iván Fresneda e o avançado Roberto Fernández, que teve uma passagem pelo SC Braga,

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Se as votações para a Bola de Ouro ainda estivessem abertas, não haveria qualquer dúvida de que Lamine Yamal seria o vencedor, e com uma diferença abismal. Tal como a que faz sempre que tem a bola no seu mágico pé esquerdo, tocado pela varinha dos deuses do futebol. Não foi aos 1:44, como diante da Inglaterra, nem aos 1:10, como frente à Croácia. Mas quem se vai queixar por ter demorado 5:20 a abrir o marcador diante da República Checa?

Notas dos jogadores
Notas dos jogadoresFlashscore

Antes do primeiro minuto já tinha tido uma oportunidade, mas rematou mal. À segunda, já não falhou. Todos sabiam o que ia fazer, mas ninguém conseguiu travá-lo. Armou a canhota e colocou a bola no ângulo da baliza de Kinsky. Golaço de ouro e 1-0 para a Espanha. 

La Roja entrou em campo para devorar o adversário. Com nove alterações em relação ao jogo de Sevilha, incluindo os estreantes Fresneda e Roberto, a intensidade foi a mesma, porque para De la Fuente não é negociável. E, com ela, veio o assédio aos checos, impotentes para sair do seu meio-campo e tocar na bola. Se era preciso apontar um defeito, faltava profundidade à Espanha. Trocava a bola de um lado para o outro, mas sem criar grande perigo para o guarda-redes, além de algumas tentativas de Baena e Pedri. 

A exibição de Fresneda
A exibição de FresnedaFlashscore

Rodri começa e termina

Aconteceu-lhe o mesmo em Wembley e também contra os croatas. Desta vez, porém, não permitiram o empate. Enquanto faziam a bola circular de um lado para o outro, os minutos iam passando e a Espanha tentava desgastar física e mentalmente o adversário. Depois de ultrapassada a meia hora, concluiu que era o momento de voltar a testar o sistema nervoso central da equipa de Santi Denia. Dani Olmo e Baena remataram à entrada da área. Mas foi o capitão, Rodri, quem arrancou desde o meio-campo, apoiou-se em Olmo e, após um ressalto, a bola esperou pela sua chegada para que marcasse sem oposição o 2-0. 

Antes do intervalo, houve mais oportunidades para o terceiro. As mais claras foram a de um Baena omnipresente, cujo chapéu não conseguiu superar o guarda-redes, e um cruzamento-remate de Lamine Yamal, feito de perto, que atravessou a pequena área. Esse foi o último contributo da estrela do Barcelona para o jogo. De la Fuente poupou-o, tal como Baena, para dar oportunidades a Víctor e Yéremi Pino.

Do susto à consagração

Com um pouco mais de desorganização depois do regresso dos balneários, a Espanha não foi a Espanha. Teve dificuldade em entrar no ritmo, talvez a pensar em poupar algumas energias para o encontro seguinte. E, embora continuasse a controlar a posse de bola sem correr grandes riscos, começaram a notar-se algumas brechas defensivas. Raya teve de intervir com as mãos pela primeira vez num pequeno alvoroço na área, logo após o recomeço do jogo. E, embora Roberto também tenha podido desfrutar do seu primeiro remate pela seleção principal, a impressão não era boa. 

Dinâmica do jogo
Dinâmica do jogoFlashscore

Foi o que se confirmou quando se passou do possível 3-0 de Yéremi Pino para o 2-1 de Slama, depois de uma boa jogada coletiva. O lateral não tremeu ao ver-se perto do golo e bateu David Raya. 

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Com o golo, a equipa de Santi Denia cresceu e acreditou. Foram os piores momentos dos campeões do mundo. Tanto que chegaram mesmo a festejar o empate durante alguns segundos, na sequência de um erro grosseiro de Raya, que não afastou a bola para trás e tentou ficar com ela. A bola escapou-lhe e Slama rematou sem oposição. No entanto, o lance já tinha sido anulado por uma falta anterior sobre Le Normand. 

Depois disso, a Espanha reagiu, Krejci foi expulso e Mikel Merino, após uma grande arrancada de Víctor, voltou a aparecer no final, aos 89 minutos, para selar mais um triunfo. 

Estatísticas do encontro
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