Real Madrid 6-1 Mónaco

Não há melhor remédio para os males do futebol do que os golos. Quando aparecem, todo o sofrimento desaparece para dar lugar a uma felicidade imensa. O Real Madrid comprovou-o frente ao Mónaco, na estreia europeia de Arbeloa como treinador. Tudo isto, aliás, sob o olhar atento de Ancelotti, de novo presente na tribuna. Enquanto os assobios caíam sobre Vinícius a cada toque na bola, Mastantuono mostrou finalmente um pouco do talento que lhe é atribuído, deixando Mbappé em excelente posição para rematar. E o francês, para quem o Mónaco é um adversário de eleição, não teve piedade da equipa que o lançou para a ribalta. 1-0 aos 5 minutos.
Recuperado o ânimo e com vontade de transformar os assobios em aplausos, Vini esteve perto do segundo logo após o pontapé de saída. Kohn desviou o seu remate para canto, para alívio dos do Principado. Mas, se no ataque a fluidez era evidente, os da casa esqueceram-se de defender, permitindo a Bologun isolar-se perante Courtois. O seu remate saiu muito por cima. Quase para o mesmo sítio onde, pouco depois, Mastantuono, muito ativo, enviou o seu.
O jogo estava aberto, com um Real Madrid a querer acelerar e um Mónaco sem complexos. E ainda mais quando Ansu Fati teve uma oportunidade de ouro para empatar. O ainda jogador do Barça precipitou-se na chegada à pequena área, pois era golo certo. Foram os piores momentos dos merengeus que, no entanto, fizeram o que costumam fazer. Ou seja, lançou-se como lobos famintos numa nova transição em que Güler lançou Vini em velocidade e este assistiu Mbappé, que só teve de encostar para o 2-0 antes da meia hora.
Com esse passe e o seu freestyle, Vini começou a conquistar o perdão do Bernabéu. Mas a defesa, onde Huijsen continuava muito nervoso, continuava a permitir aproximações perigosas. Teze disparou de pé direito à trave, só o ferro impediu o golo depois de ultrapassar Courtois. O belga ainda travou uma nova tentativa de Bologun. O Real Madrid pedia o intervalo com urgência, mas Bellingham quis deixar a sua marca e quase voou para cabecear por cima da barra um passe milimétrico de Mastantuono. Assim chegaram ao balneário.

Ceballos entrou para o lugar de Asencio, que sofreu um toque na tíbia, deixando uma defesa com apenas um central de raiz, Huijsen, e três médios: Valverde, Camavinga e Tchouaméni. Longe de desestabilizar a equipa, o Real Madrid mostrou ambição. Sobretudo o trio da frente, que pressionou e recuperou inúmeras bolas. O que pensará Xabi disto? O certo é que assim é mais fácil criar oportunidades, e foi assim que chegou o golo de Mastantuono, de pé direito, o seu primeiro na Champions. Dia perfeito para o argentino.
O único que faltava marcar era Vinícius. E continuou a tentar. Numa nova recuperação de bola na zona ofensiva, um passe seu foi desviado por Kehrer para a própria baliza.
Cheirava a goleada histórica porque o Real Madrid e Vini não abrandaram. Chegou então o quinto. E desta vez foi mesmo Vini a assinar, com um remate colocado ao ângulo. Irritado com a bancada, não quis festejar e foi ter com Arbeloa para lhe agradecer o apoio.
Ainda havia muito por jogar. Por exemplo, o golo de honra do Mónaco, após um erro grosseiro de Ceballos, que exagerou na confiança. Teze não perdoou e bateu Courtois.
Mas houve resposta madridista. E foi outro dos mais criticados, Bellingham, a festejar o 6-1 depois de fintar o guarda-redes. Celebrando, após ser acusado de gostar demasiado da noite, fingiu beber uns copos. Melhor levar com humor, diria Jude.
Copenhaga 1-1 Nápoles

Com os resultados da noite a empurrarem o Copenhaga para fora do top-24, o encontro começou com sinais de perigo junto da baliza da casa.
Depois de mais de meia hora sob pressão do Nápoles, a tarefa dos dinamarqueses complicou-se quando Thomas Delaney viu o cartão vermelho direto, após revisão do VAR, na sequência de uma entrada dura sobre Stanislav Lobotka. A superioridade numérica não tardou a fazer-se sentir e, quatro minutos depois, Scott McTominay cabeceou para o fundo das redes após canto de Eljif Elmas, apontando o seu quarto golo na fase de liga e dando vantagem justa aos italianos ao intervalo.
Na segunda parte, o Nápoles procurou gerir o encontro, mas o Copenhaga, apesar da inferioridade numérica, não baixou os braços. À passagem da hora de jogo, Mads Emil Madsen obrigou Vanja Milinković-Savić a uma defesa decisiva, num aviso claro do que estava para vir.
A igualdade surgiu aos 70 minutos, quando Mohamed Elyounoussi foi derrubado na área por Alessandro Buongiorno. Chamado a marcar o penálti, Jordan Larsson viu o remate inicial defendido, mas aproveitou a recarga para fazer o 1-1.

Nos minutos finais, ambas as equipas ainda dispuseram de ocasiões para vencer, mas sem eficácia. Lorenzo Lucca teve a última grande oportunidade, já no último minuto, mas atirou por cima de muito perto.
Com este empate, Copenhaga e Nápoles mantêm-se, para já, nas duas últimas vagas de qualificação. Ainda assim, os campeões dinamarqueses deverão precisar de pontuar na deslocação ao Barcelona, enquanto a formação orientada por Antonio Conte recebe o Chelsea na derradeira jornada.
Olympiacos 2-0 Bayer Leverkusen

Depois do triunfo por 1-0 frente ao Kairat Almaty na jornada anterior, que encerrou um ciclo de dez jogos sem vencer na prova, a formação grega voltou a entrar forte e inaugurou o marcador logo aos dois minutos. Costinha marcou de cabeça, na sequência de um canto batido por Rodinei, assinando o primeiro golo em dois anos.
O Leverkusen reagiu e criou perigo, mas encontrou pela frente um inspirado Konstantinos Tzolakis, decisivo em várias ocasiões ainda antes do intervalo, negando tentos a Loïc Badé, Lucas Vázquez e Alejandro Grimaldo.
Já perto do descanso, um rápido contra-ataque do Olympiacos resultou no segundo golo: Rodinei lançou Mehdi Taremi, que finalizou com potência, batendo Janis Blaswich.

Na segunda parte, os alemães tentaram reagir, mas a solidez defensiva dos gregos, com destaque para Panagiotis Retsos, impediu qualquer aproximação perigosa ao resultado. Patrik Schick ainda esteve perto de reduzir, mas voltou a esbarrar em Tzolakis, enquanto Giulian Biancone também se destacou a defender um remate de Malik Tillman.
Com este triunfo, o Olympiacos ocupa o 22.º lugar da fase de liga, apenas a um ponto do Bayer Leverkusen, e chega à última jornada dependente de um resultado positivo no terreno do Ajax para continuar a sonhar com o apuramento para o top-24 da competição.
