Liga dos Campeões: Real Madrid goleia Mónaco com show de Vini Jr. (6-1), Costinha marca e Olympiacos vence (2-0)

Mbappé em destaque no triunfo do Real Madrid
Mbappé em destaque no triunfo do Real MadridThomas COEX / AFP / AFP / Profimedia

O Real Madrid deu uma lição de bom futebol na estreia do treinador Álvaro Arbeloa na prova milionária. Os merengues, que vão defrontar o Benfica na última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, golearam o Mónaco (6-1), no Santiago Bernabéu, com Kylian Mbappé e Vinícius Júnior em plano de destaque. Nota ainda para o triunfo do Olympiacos na receção ao Bayer Leverkusen (2-0), com golo do português Costinha, bem como para o empate do Nápoles no terreno do Copenhaga (1-1).

Real Madrid 6-1 Mónaco

As notas individuais dos onzes iniciais
As notas individuais dos onzes iniciaisFlashscore

Não há melhor remédio para os males do futebol do que os golos. Quando aparecem, todo o sofrimento desaparece para dar lugar a uma felicidade imensa. O Real Madrid comprovou-o frente ao Mónaco, na estreia europeia de Arbeloa como treinador. Tudo isto, aliás, sob o olhar atento de Ancelotti, de novo presente na tribuna. Enquanto os assobios caíam sobre Vinícius a cada toque na bola, Mastantuono mostrou finalmente um pouco do talento que lhe é atribuído, deixando Mbappé em excelente posição para rematar. E o francês, para quem o Mónaco é um adversário de eleição, não teve piedade da equipa que o lançou para a ribalta. 1-0 aos 5 minutos.

Recuperado o ânimo e com vontade de transformar os assobios em aplausos, Vini esteve perto do segundo logo após o pontapé de saída. Kohn desviou o seu remate para canto, para alívio dos do Principado. Mas, se no ataque a fluidez era evidente, os da casa esqueceram-se de defender, permitindo a Bologun isolar-se perante Courtois. O seu remate saiu muito por cima. Quase para o mesmo sítio onde, pouco depois, Mastantuono, muito ativo, enviou o seu.

O jogo estava aberto, com um Real Madrid a querer acelerar e um Mónaco sem complexos. E ainda mais quando Ansu Fati teve uma oportunidade de ouro para empatar. O ainda jogador do Barça precipitou-se na chegada à pequena área, pois era golo certo. Foram os piores momentos dos merengeus que, no entanto, fizeram o que costumam fazer. Ou seja, lançou-se como lobos famintos numa nova transição em que Güler lançou Vini em velocidade e este assistiu Mbappé, que só teve de encostar para o 2-0 antes da meia hora.

Com esse passe e o seu freestyle, Vini começou a conquistar o perdão do Bernabéu. Mas a defesa, onde Huijsen continuava muito nervoso, continuava a permitir aproximações perigosas. Teze disparou de pé direito à trave, só o ferro impediu o golo depois de ultrapassar Courtois. O belga ainda travou uma nova tentativa de Bologun. O Real Madrid pedia o intervalo com urgência, mas Bellingham quis deixar a sua marca e quase voou para cabecear por cima da barra um passe milimétrico de Mastantuono. Assim chegaram ao balneário.

Os principais destaques da partida
Os principais destaques da partidaOpta by Stats Perform

Ceballos entrou para o lugar de Asencio, que sofreu um toque na tíbia, deixando uma defesa com apenas um central de raiz, Huijsen, e três médios: Valverde, Camavinga e Tchouaméni. Longe de desestabilizar a equipa, o Real Madrid mostrou ambição. Sobretudo o trio da frente, que pressionou e recuperou inúmeras bolas. O que pensará Xabi disto? O certo é que assim é mais fácil criar oportunidades, e foi assim que chegou o golo de Mastantuono, de pé direito, o seu primeiro na Champions. Dia perfeito para o argentino.

O único que faltava marcar era Vinícius. E continuou a tentar. Numa nova recuperação de bola na zona ofensiva, um passe seu foi desviado por Kehrer para a própria baliza.

Cheirava a goleada histórica porque o Real Madrid e Vini não abrandaram. Chegou então o quinto. E desta vez foi mesmo Vini a assinar, com um remate colocado ao ângulo. Irritado com a bancada, não quis festejar e foi ter com Arbeloa para lhe agradecer o apoio.

Ainda havia muito por jogar. Por exemplo, o golo de honra do Mónaco, após um erro grosseiro de Ceballos, que exagerou na confiança. Teze não perdoou e bateu Courtois.

Mas houve resposta madridista. E foi outro dos mais criticados, Bellingham, a festejar o 6-1 depois de fintar o guarda-redes. Celebrando, após ser acusado de gostar demasiado da noite, fingiu beber uns copos. Melhor levar com humor, diria Jude.

Copenhaga 1-1 Nápoles

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Com os resultados da noite a empurrarem o Copenhaga para fora do top-24, o encontro começou com sinais de perigo junto da baliza da casa.

Depois de mais de meia hora sob pressão do Nápoles, a tarefa dos dinamarqueses complicou-se quando Thomas Delaney viu o cartão vermelho direto, após revisão do VAR, na sequência de uma entrada dura sobre Stanislav Lobotka. A superioridade numérica não tardou a fazer-se sentir e, quatro minutos depois, Scott McTominay cabeceou para o fundo das redes após canto de Eljif Elmas, apontando o seu quarto golo na fase de liga e dando vantagem justa aos italianos ao intervalo.

Na segunda parte, o Nápoles procurou gerir o encontro, mas o Copenhaga, apesar da inferioridade numérica, não baixou os braços. À passagem da hora de jogo, Mads Emil Madsen obrigou Vanja Milinković-Savić a uma defesa decisiva, num aviso claro do que estava para vir.

A igualdade surgiu aos 70 minutos, quando Mohamed Elyounoussi foi derrubado na área por Alessandro Buongiorno. Chamado a marcar o penálti, Jordan Larsson viu o remate inicial defendido, mas aproveitou a recarga para fazer o 1-1.

Os principais destaques da partida
Os principais destaques da partidaOpta by Stats Perform

Nos minutos finais, ambas as equipas ainda dispuseram de ocasiões para vencer, mas sem eficácia. Lorenzo Lucca teve a última grande oportunidade, já no último minuto, mas atirou por cima de muito perto.

Com este empate, Copenhaga e Nápoles mantêm-se, para já, nas duas últimas vagas de qualificação. Ainda assim, os campeões dinamarqueses deverão precisar de pontuar na deslocação ao Barcelona, enquanto a formação orientada por Antonio Conte recebe o Chelsea na derradeira jornada.

Olympiacos 2-0 Bayer Leverkusen

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Depois do triunfo por 1-0 frente ao Kairat Almaty na jornada anterior, que encerrou um ciclo de dez jogos sem vencer na prova, a formação grega voltou a entrar forte e inaugurou o marcador logo aos dois minutos. Costinha marcou de cabeça, na sequência de um canto batido por Rodinei, assinando o primeiro golo em dois anos.

O Leverkusen reagiu e criou perigo, mas encontrou pela frente um inspirado Konstantinos Tzolakis, decisivo em várias ocasiões ainda antes do intervalo, negando tentos a Loïc Badé, Lucas Vázquez e Alejandro Grimaldo.

Já perto do descanso, um rápido contra-ataque do Olympiacos resultou no segundo golo: Rodinei lançou Mehdi Taremi, que finalizou com potência, batendo Janis Blaswich.

Os principais destaques da partida
Os principais destaques da partidaOpta by Stats Perform

Na segunda parte, os alemães tentaram reagir, mas a solidez defensiva dos gregos, com destaque para Panagiotis Retsos, impediu qualquer aproximação perigosa ao resultado. Patrik Schick ainda esteve perto de reduzir, mas voltou a esbarrar em Tzolakis, enquanto Giulian Biancone também se destacou a defender um remate de Malik Tillman.

Com este triunfo, o Olympiacos ocupa o 22.º lugar da fase de liga, apenas a um ponto do Bayer Leverkusen, e chega à última jornada dependente de um resultado positivo no terreno do Ajax para continuar a sonhar com o apuramento para o top-24 da competição.