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Liga Portugal: As declarações dos treinadores após o SC Braga-Gil Vicente (1-2)

Luís Pinto, treinador do Gil Vicente
Luís Pinto, treinador do Gil VicenteHUGO DELGADO/LUSA

Declarações após o SC Braga-Gil Vicente (1-2), jogo em atraso da segunda jornada da Liga Portugal, disputado esta segunda-feira no Estádio Municipal de Braga.

Recorde as incidências da partida

Carlos Vicens (treinador do SC Braga):

“Fizemos uma primeira parte séria, boa, dominadora, mas talvez não transformando esse domínio em ocasiões claras, mas o suficiente para ir satisfeito para o intervalo. Fizemos a substituição do Jonas Wind porque sabemos que a íamos fazer a dada altura e para não gastar uma janela e também para o gerir da melhor forma.

Sofremos alguma pressão na segunda parte e num lance desafortunado, no qual defendemos mal na área, sofremos o empate. Depois, houve algum nervosismo, ansiedade, não se marca o segundo golo e depois sofremos novamente, num lance em que falámos estes dias para corrigir. Depois, tivemos várias oportunidades e não marcámos, há o lance do penálti com o Ricardo e ele ainda leva amarelo. Precisamos de um jogo em que as coisas saiam para o nosso lado para mudar esta situação e deitar os fantasmas para trás.  

Falei pouco de arbitragens nestes 15 ou 16 meses, mas na primeira jornada, na penúltima jogada, antes do golo do Moreirense, há um pisão sobre o Fran Navarro, onde estava a revisão do VAR? Com o Sporting, depois do jogo e da conferência de imprensa, a equipa de arbitragem confessou-me que se o VAR lhe tivesse chamado para rever a imagem era penálti claro, porque viu as imagens depois. Claro que, depois, temos que marcar o penálti, mas se fizéssemos o 2-0 e com o momento mental que o Sporting passava, íamos ver o que se passava. Hoje, não sei se era falta ou não, mas o tornozelo acaba ensanguentado num lance antes do primeiro golo. E depois, mesmo no final, o joelho do Ricardo Horta retrocede uns centímetros após o impacto que sofre, que isso não seja passível de ser revisto pelo VAR, é estranho.

Mas, temos que fazer as nossas coisas bem para não precisarmos que o árbitro acerte em lances que nos são favoráveis e nos custe pontos. Temos que nos sobrepor a isso e defender melhor na área.

Falei com os jogadores no final no balneário e disse-lhes que as equipas passam por fases destas em que quando as coisas correm mal, continuam a correr mal. Tenho confiança total neles, neste clube e nestas pessoas que trabalham todos os dias e estou convencido que vamos dar a volta como no ano passado”.

Luís Pinto (treinador do Gil Vicente):

“Uma equipa que entrou espaços bem, mas a respeitar em demasia o jogo e na segunda parte foi totalmente diferente, continuamos a respeitar o Braga, mas ainda mais o que queremos e a nossa identidade. Tivemos mais bola, mais duelos ganhos e ficamos uma equipa mais perigosa e com um domínio do jogo diferente. Na parte final, tivemos que sofrer, mas isso demonstra o que é ser uma equipa.

Ter várias opções para a posição de ponta-de-lança tem uma importância muito grande. O Héctor Hernández dá-nos coisas totalmente diferentes dos outros dois, que são jogadores muito mais físicos. O Walace vem de lesão, tem vindo a jogar, entrou com o Moreirense e na Taça de Portugal e agora a segunda parte, toda. Ter opões diferentes para a mesma posição é o que todos os treinadores querem ter. o jogo estava a pedir coisas diferentes e o Walace deu-nos isso.

Ao intervalo, senti que a equipa estava um pouco apática e com um respeito muito grande pelo jogo e pelo Braga, mais do que aquele que nós temos que ter pelo que queremos fazer dentro de campo. Faltava-nos agressividade, procurar a baliza do adversário e, na segunda parte, sinto que foi essa a diferença. Podemos perder de várias formas, mas mais vale perder a jogar da nossa forma e, às vezes, arriscámo-nos a ser felizes e foi o que se passou aqui hoje.

As dinâmicas são muito importantes porque se tivermos uma forma muito estanque de atacar acaba por ser mais fácil para o adversário e estas diferentes nuances dá-nos tempo de bola, o que era importante ter num estádio como este e como uma equipa como o SC Braga”.

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