Recorde as incidências da partida
Carlos Carvalhal (treinador do Famalicão):
"Creio que demos claramente um passo em frente. Foi o nosso melhor jogo deste ano, aquele em que a equipa apresentou níveis de intensidade e de agressividade, no bom sentido, dentro dos padrões de que gosto como treinador. Espero que este seja um ponto de partida para a equipa conseguir melhorar.
Faltou, se calhar, um bocadinho mais de clarividência, porque havia muita vontade de fazer e de ganhar e, às vezes, essa vontade retira alguma clarividência.
Outro aspeto positivo foi não termos sofrido golos. Vínhamos de três jogos a sofrer. Não foi esse o propósito para o jogo, mas era obviamente importante. Conseguimos o primeiro jogo sem sofrer golos esta época e que esse seja também um dos aspetos positivos que nos ajude a alavancar aquilo que queremos.
Parece-me que, na base da competitividade e da agressividade com e sem bola, hoje demos um passo enorme. Fizemos uma primeira parte muito boa, dentro dos condicionalismos do jogo, porque o Gil Vicente defendeu com os 11 jogadores no seu meio-campo. Com uma densidade tão grande de jogadores, é difícil entrar. Mesmo assim, tivemos dois ou três bons remates, um do Peña, outro do Mathias e outro do Sorriso, creio eu. Fomos tentando.
Na segunda parte, os níveis de competitividade também foram altos e acabou por ser um jogo muito esgalhado, com as equipas a baterem uma na outra. Terminou empatado e temos de aceitar o resultado. Queríamos ganhar e acho que até fizemos um bocadinho mais. Na posse de bola, aqueles 53%-47% valem o que valem, e tivemos também mais alguns remates. Foi esse bocadinho em que podíamos ter feito mais para ganhar o jogo, mas não conseguimos”.
Luís Silva (treinador do Gil Vicente):
"A baliza a zero acabou por surgir novamente e isso acaba sempre por garantir um ponto. Contudo, foi um jogo muito difícil, muito tático, muito fechado, com muito respeito entre as duas equipas. Mesmo não havendo muito perigo junto das balizas, na segunda parte conseguimos equilibrar.
Até, na minha opinião, acabámos com mais capacidade de manter a bola em zonas ofensivas. Isso foi algo que nos trouxe a esperança do golo, a esperança dos três pontos. É um ponto somado.
Obviamente, quando começa o jogo, queremos sempre os três pontos, mas, não conseguindo os três, é um ponto somado. Sinceramente, acho que foi justo. Se quiséssemos ganhar o jogo — claro que queríamos —, devíamos ter sido mais capazes.
Sim, não houve uma oportunidade clara nem para um lado nem para o outro. Sinto que, como o jogo estava tão fechado, nos faltou muita capacidade de reagir à perda. Quando perdíamos a bola, se tivéssemos conseguido reagir mais forte, podíamos ter aproveitado melhor esses momentos".
