Recorde as incidências da partida
Sérgio Ferreira (treinador do Alverca):
“Não foi um jogo fácil. Jogámos contra uma equipa com grande competência, que sabe o que faz e parte o jogo, também pela forma como defende e ataca, para tirar proveito dos jogadores rápidos da frente.
Cabia-nos identificar as vantagens, mas faltou-nos mais uma vez assertividade e agressividade quando chegámos ao último terço para atacarmos a baliza. Mais uma vez, sofremos ocasiões em transições, e o golo sofrido foi assim, ganhámos a bola e voltámos a perder, porque a equipa não estava devidamente posicionada.
Tentámos, os jogadores deram tudo e o compromisso esteve lá, mas não conseguimos levar os três pontos. Temos que ser mais assertivos na procura do golo. O remate exterior tem de aparecer, como nas primeiras jornadas, e hoje não o conseguimos ter, mas também há mérito da equipa adversária. Faltou-nos espontaneidade, frescura e serviço no jogo exterior para chegarmos com mais sentido de golo e foi isso que falhou.
(Condicionantes com as lesões de Bastien Meupiyou e agora de Nabil Touaizi podem afetar o rendimento da equipa?) Ainda não temos o diagnóstico. Sentiu uma dor e por prevenção tirámo-lo, tal como aconteceu com o Vivaldo frente ao Sporting. Logicamente que as ausências condicionam, mas temos de arranjar soluções.
(O que pode acrescentar à equipa o médio Zé Rafael, reforço do Alverca?) Traz experiência e bagagem, pois jogou em equipas para ganhar títulos. Sabe perfeitamente o que é ganhar. O nosso compromisso está sempre presente e ele sabe perfeitamente, com a experiência que tem, onde é que os jogadores têm de crescer”.
Petit (treinador do Santa Clara):
“Foi um jogo difícil como tinha dito na antevisão. O Alverca queria reagir jogando em casa, ainda à procura dos primeiros três pontos.
Acho que na primeira parte as melhores oportunidades foram nossas. Tivemos três, quatro situações que podíamos ter chegado ao golo e não conseguimos. Segunda parte diferente, onde o Alverca carregou mais um bocadinho, e teve uma ou outra situação, mas o controlo foi total da nossa equipa.
O resultado era injusto para o que estava a acontecer. Refrescámos a equipa, demos criatividade, fomos atrás do resultado e acabámos por chegar à igualdade, mas acho que merecíamos ser felizes no final, com o Brenner a poder fazer o segundo golo. Levámos só um ponto e estamos satisfeitos, mas queríamos os três.
(Primeiro jogo sem golos do avançado Gonçalo Paciência) Não é um apagão. Se ele fizer golos em todos os jogos está na seleção. Foi difícil para o Gonçalo, pois o Alverca tem centrais fortes fisicamente, mas abriu espaços para os colegas e tivemos várias situações para chegar ao golo na primeira parte. Ele sente-se feliz, está a fazer golos.
Estávamos à espera deste arranque na temporada. Conheço bem o plantel, acredito no crescimento dos jogadores e 70% do plantel tem menos de 22 anos, e quando tiverem oportunidades acredito que darão uma boa resposta”.
