Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):
“Estamos tristes por não ter conseguido os três pontos, num jogo que até podia ter sido mais fechado do que aquilo que foi. Em alguns momentos, as organizações ofensivas conseguiram bater os primeiros momentos de pressão, mas depois nenhuma das equipas foi muito consistente a criar do ponto de vista ofensivo.
Para competirmos a este nível, não podemos entregar nada aos nossos adversários. E o resultado fica claramente marcado por uma oferta da nossa parte, mais uma.
Não foi o nosso melhor jogo do ponto de vista ofensivo, mas, não podendo ganhar, não podemos perder, e perdemos porque não fomos competente e, portanto, fomos justamente penalizados.
Depois entra toda uma dimensão mental, que está relacionada com o foco, a concentração e, obviamente, com a maturidade. Após o jogo do Vitória SC acho que fomos algo imaturos, não há ali um erro claro, há mais um comportamento de equipa que deveria ter controlado melhor a situação.
É, se calhar, um pouco o preço a pagar por toda esta juventude, mas, ao mesmo tempo, se gostamos da juventude e esta juventude demonstra qualidade em muitos momentos, também tem que demonstrar essa maturidade.
Errar uma vez permite-nos aprender, errar a segunda já nos coloca num patamar em que não aprendemos aquilo que devíamos. Estamos longe de ser um produto acabado. Temos ainda um bom caminho para crescer e acho que podemos ser muito melhores do que temos sido”.
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Luís Pinto (treinador do Gil Vicente):
“O golo aparece já nos momentos finais e num momento em que o jogo até já estava mais partido do que dominado por nós. Houve alturas em que conseguimos ter mais domínio do que tivemos na altura em que fizemos o golo.
Sinto que fizemos uma exibição muito competente, conseguimos ter, na primeira parte, essencialmente bola, de uma forma muito personalizada, faltando, no entanto, no último terço do campo, alguma agressividade mais para conseguirmos ferir o Moreirense.
Há muito mérito na forma como o Moreirense defende. Consegue adaptar-se muito bem às construções dos adversários e, depois, no primeiro terço defensivo deles, conseguem ter uma densidade muito grande de jogadores e com bons comportamentos.
Isso tirou-nos alguma capacidade para finalizar, porque até encontrávamos espaços, mas depois, no momento de rematar, aparecia sempre um jogador do Moreirense por perto.
No momento em que o golo acontece, o jogo já está mais partido. Já andávamos um bocadinho mais na parte física do jogo, na parte dos duelos. Mas também é uma parte que conseguimos acrescentar algo que nos últimos jogos não tínhamos conseguido.
Os jogadores que entraram, estiveram muito bem. Conseguiram aproveitar o bom trabalho que os outros tinham feito a nível de desgaste dos defesas do Moreirense e depois tirar vantagem.
Esta vitória acaba por ter essa recompensa e essa validação, por aquilo que andamos a fazer desde o início do campeonato. Sentimos que a vitória já nos andava a fugir há algum tempo e hoje conseguimos esses três pontos que a equipa merecia”.
