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Na antevisão à estreia no comando dos vila-condenses, o técnico, que substituiu o grego Sotiris Silaidopoulos, identificou a necessidade de reforçar as relações dentro do grupo, independentemente das diferentes nacionalidades dos jogadores.
“Mais do que as várias nacionalidades que temos no plantel, são de facto as relações que criamos. E nessas relações, não vou escondê-lo, temos que ser mais equipa. Temos que sofrer mais uns pelos outros, ser mais unidos e competitivos. São princípios que têm que estar presentes”, afirmou.
Depois de apenas cinco treinos, o treinador, de 43 anos, que foi contratado ao Arouca, reconheceu que a transformação pretendida não acontecerá de imediato, mas pretende que a equipa apresente já alguns dos princípios que considera fundamentais.
“Aquilo que queremos apresentar neste jogo, mais do que qualquer sistema de tático, estrutura ou forma de jogar, é demonstrar raça, competitividade, ambição por recuperarmos e termos a bola, e vontade de ferir a baliza do adversário”, explicou.

Vasco Seabra deixou ainda uma palavra ao seu antecessor, Sotiris Silaidopoulos, garantindo que vai aproveitar a base do que já estava feito.
“Deixou um trabalho de muitos jogos, com conquistas na época anterior. Vamos tentar, dentro daquilo que são as nossas ideias, orgulhá-lo também a ele por aquilo que deixou cá e que nós possamos naturalmente valorizar e tornar melhor”, disse.
O técnico antecipou, ainda assim, diferenças em relação ao modelo de Silaidopoulos, sobretudo nos comportamentos coletivos, apesar de algumas semelhanças na estrutura da equipa.
“O modelo de jogo em si tem, em termos de base de sistema, algumas coisas idênticas, mas tudo aquilo que são princípios básicos é de facto muito diferente”, observou.
Sobre o Nacional, Vasco Seabra destacou a organização da equipa orientada por Alexandre Santos e a resposta que espera dos madeirenses após a interrupção do campeonato.
“É um treinador metódico, que coloca as equipas organizadas, sabe o que faz, pensa no treino e na forma de jogar de forma muito minuciosa”, elogiou.
Com o Rio Ave a somar apenas quatro pontos em sete jornadas, o novo treinador rejeitou que a situação classificativa deva ser encarada como uma crise sem solução.
“Parece-me absolutamente irreal pensarmos que à sétima jornada, quando a equipa tem quatro pontos, estarmos a falar numa crise altamente acentuada. Não vou ficar agarrado a desculpas, nem permito isso aos meus jogadores”, garantiu.

O treinador confirmou ainda que Ryan Guilherme e Diogo Nascimento estão recuperados e integram os convocados, ao invés de Miszta, Brandon Aguilera e Nelson Abbey, ainda lesionados.
O Rio Ave, 16.º classificado, com quatro pontos, recebe este domingo o Nacional da Madeira, 15.º, também com quatro, numa partida agendada para as 15:30, com arbitragem de Carlos Macedo, da Associação de Futebol de Braga.

