Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro
Antevisão ao Marítimo: "Entraram na temporada com bons resultados, bom impacto neste regresso. É sempre importante para uma equipa que regressa à Liga. Percebe-se, quando jogam em casa, que o ambiente está a favor da equipa, isso é fundamental. Vai fazer-nos a vida difícil, é uma equipa forte, agressiva no seu espaço, confiante como as equipas que sobem de divisão e continuam com dinâmica de vitória, isso é decisivo para o resto da temporada. Vão tentar contrariar-nos com jogadores em posições específicas que nos podem criar problemas, temos de dar continuidade ao que temos feito bem. Temos de provar novamente a nossa qualidade".
Chegadas de El Karouani e Echeverri: "Em relação ao Echeverri, é um jogador de corredor central para nós, pode jogar atrás do avançado ou como terceiro médio. Fala-se que pode jogar por fora, mas essa não foi a nossa opção quando olhámos para ele e não é nessa função em que pode render mais. Foi contratado para a função de segundo avançado, terá que lutar bastante para ganhar o seu espaço. É um jogador tecnicamente evoluído, com qualidade no espaço atrás do avançado e que pode finalizar as ações com passe ou golo. Temos jogadores que nos dão isso, quisemos acrescentar.

Em relação ao El Karouani, é um lateral esquerdo diferente do que temos, é mais ofensivo do que os dois laterais que temos, vem complementar. Além disso, há que dar mérito pelo excelente início de temporada do Samuel Dahl, tem vindo a crescer com a luta do José Neto, faz parte do nosso plantel e com espaço na equipa B. Na temporada passada tínhamos 5 laterais, três à direita e dois à esquerda, com jovens da formação em que acreditámos. Trocámos simplesmente o lado, acabou por sair um lateral direito que não estávamos à espera, o Dedic, o mercado assim ditou, acabámos por equilibrar no corredor contrário com a chegada de um lateral esquerdo.
Saída e possível regresso de Richard Ríos: "A partir do momento em que é nosso jogador, o regresso é possível. Não tive nenhuma conversa com o Ríos a dizer que não era possível regressar, tivemos boas conversas, nunca ouviu da minha boca dizer que não contávamos com ele este ano. Ele percebeu, chegando mais tarde, que a concorrência ia estar aqui, como tem de estar, fomos buscar o João Palhinha não para a posição dele, mas ficamos com dois jogadores para a posição 6. Tínhamos três jogadores para a posição 8, o Aursnes, o Leandro Barreiro e o Ríos, ele sabia disso.

Depois a questão do empréstimo e ter decidido ir, isso é uma opção pessoal. Quanto à questão do regresso, não há nada fechado, assim como a questão do Ivanovic, um excelente profissional, com uma atitude tremenda, falou connosco e disse que queria jogar, sentia-se melhor a jogar com dois avançados, mas nós jogamos com um. Não vamos jogar muitas vezes com dois avançados, queria um espaço onde podia jogar com dois avançados. São decisões que temos de tomar, nada está fechado. Se pudéssemos ter os três avançados, teríamos, daria boas soluções, mas não é possível ficar com todos. São jogadores do Benfica, a porta está aberta, foram decisões pessoais que respeitámos".
Dupla Aursnes-Palhinha na Madeira: "Podem jogar, tal como podem jogar o Enzo Barrenechea e o Leandro Barreiro, a partir do momento em que estão disponíveis - e o Fredrik vai ser convocado -, vai depender da nossa decisão. O Fredrik não tem tido muito tempo de jogo, tentamos dar-lhe condições para jogar, aos poucos terá de começar porque é um jogador que foi e será fundamental para nós, quanto mais depressa estiver no seu melhor, estaremos mais fortes. Poderá jogar com o Enzo, com o João, com o Sudakov... O plantel está pronto e preparado para lutar por todos os objetivos".

Trubin vai continuar e travou saída de Lukebakio: "Sim, vai continuar no plantel. Eu acho que é pouco importante saber se fui eu, em questões técnicas só posso ser eu. O Lukebakio tem características próprias que não temos no corredor direito, essa foi a minha avaliação dos nossos extremos e do que queremos para jogadores de corredor. Podem questionar sobre a titularidade, isso são outras questões de planeamento de jogo. O Lukebakio sabe a minha opinião sobre ele: nós precisamos de um jogador com as suas características no plantel".
Enzo Barrenechea disponível?: "Sim".

Plano para Lukebakio e gestão de egos: "Giro como tem que ser gerido, de forma clara com os jogadores. Têm de olhar para as suas carreiras e a questão da idade. Eu vou menos pela questão da importância e investimento nos jogadores. Não tomamos decisões técnicas porque o jogador X custou muito e tem de jogar. Compreendo a questão do momento de carreira, compete-me como líder do grupo motivá-los e colocá-los ao nível do que é importante para o Benfica. Temos quatro ou cinco extremos, consoante olharmos para o Rafa - já vos expliquei que é mais de corredor central, mas tem feito um excelente arranque de temporada no corredor. As dinâmicas têm sido muito boas. Acabamos por ter mais uma opção para o corredor e isso são os bons problemas. Os planos que tenho para o Lukebakio são os mesmos que tenho para o Schjelderup, Rafa, Kaminski e Prestianni.
Se me perguntar os planos para o Durán... O Pavlidis está a fazer um grandíssimo início de temporada, mas os planos para o Durán são para ajudar o Benfica. Veio com ganas de chegar e jogar no Benfica. Tem que trabalhar para chegar a esse patamar. Com o Lukebakio não será diferente, tem outras características, diferentes do Rafa ou do Prestianni se os colocarmos lá. Vamos precisar de jogadores com as características do Lukebakio em muitos jogos".

Continuidade do onze e gestão de esforço por causa do calendário: "Vai ter influência, porque temos um calendário carregado e quatro jogos fora de casa a pensar sempre no próximo. Já o mês de agosto foi atípico em termos de carga de jogo. Chegámos a uma fase inicial da época com seis jogos feitos na Liga Europa, fomos conseguindo gerir e dar tempo de jogo a quem precisa de mais. A questão positiva é que de um jogo para outro vamos ter um intervalo de dois ou três dias, aí podemos aproveitar o plantel que temos com soluções. É importante termos profundidade de plantel, para estarmos prevenidos para as lesões, mas também para a densidade de jogos que vamos ter até à paragem internacional.
Depois da paragem será um calendário bem apertado, precisamos de jogadores, não necessariamente para rodar, mas para fazer uma gestão física sem perder qualidade, mesmo com jogadores de características diferentes. É importante termos concorrência para os lugares, faz os jogadores nunca estarem cómodos, saberem que vão jogar sempre não é positivo ao nível a que estamos. Se queremos ter sucesso - que fique claro -, vamos precisar de toda a gente a um nível muito bom. Mesmo com decisões difíceis que teremos de tomar, é uma boa dor de cabeça, prefiro ter a questão dos egos, é o que me compete gerir".

