Matheus Nunes: "Sou português e brasileiro, mas devo muito mais a Portugal no futebol"

Matheus Nunes na conferência de imprensa
Matheus Nunes na conferência de imprensaPATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Leia abaixo as declarações de Matheus Nunes, jogador do Manchester City, na conferência de imprensa da seleção portuguesa nos EUA, a dois dias da estreia no Mundial-2026, diante da RD Congo, para a primeira jornada do Grupo K.

Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro

Mau tempo: "Acho que, de maneira nenhuma, é normal. Não podemos prever o que pode acontecer com a natureza. No Mundial de Clubes aconteceu o mesmo, por isso é só adaptar".

Planeamento: "Estamos preparados. As duas semanas em Portugal foram o continuar de toda a época. Estamos prontos e vamos estar prontos no dia 17.

Presença nos convocados: "Já tinha isso em mente. Precisava de muitos minutos na minha equipa para ter oportunidade. Em todos os estágios tentei dar o melhor. É um sonho para todos nós estar aqui. Estou muito feliz e vou dar o máximo".

Mais lateral ou mais médio? "Sinto os dois. Estou confortável nas duas posições, estou mais do que habituado. Também já joguei a extremo esquerdo e sinto-me confortável. Não tenho preferência neste momento".

Seleção com cinco laterais: "Isso é opção do míster. Temos jogadores muito versáteis, que podem jogar em várias posições. Temos de estar todos preparados".

Aprendizagens do Mundial de Clubes para o Mundial-2026: "É mais em termos de coisas inesperadas. Temos de estar preparados. Ontem aconteceu no treino, pode acontecer no jogo. Se tivermos de esperar 15 ou 30 minutos, temos de esperar".

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Biografia de Diogo Jota: "Comecei a ler o livro no voo para cá. É por curiosidade minha, para descobrir coisas que não sabia. Já descobri detalhes do que aconteceu. Não vou comentar, porque fica para mim. A carreira do Diogo foi de superação e todos podemos tirar ilações disso. Foi uma carreira bonita e de muito sucesso. Tenho a certeza de que ele olha por nós e carregamo-lo nos nossos corações e no pulso".

Resultados inesperados neste Mundial: "Sabemos que o Campeonato do Mundo é uma competição rápida e, quando jogamos com todas as seleções, todas têm qualidade. Na teoria podem ser mais fracas no papel, mas no jogo tudo pode acontecer".

Do Ericeirense para o Mundial: "Não imaginava, mas sempre sonhei que pudesse acontecer. Trabalhei muito. Tenho muito orgulho no meu percurso, sempre trabalhei à procura de ser melhor, com a ajuda de amigos e familiares. Muito do que sou é por eles. Sinto-me muito realizado. Estou feliz, mas quero ganhar. Vamos trabalhar para isso".

O simbolismo do número 6: "Pode dizer muita coisa, mas pode não dizer nada. Temos de estar preparados para dia 17 e depois vemos como vai ser no final".

Elogios e críticas de Pep Guardiola: "É como tudo na vida. Num fim de semana somos os melhores do mundo, depois na quarta já não somos bons o suficiente. Tento lidar de forma equilibrada. A crítica faz parte do trabalho. Somos todos profissionais e temos de lidar com isso. Temos de nos focar no nosso dia a dia".

O que viu deste Mundial? "Ainda não vi nenhum jogo completo. Daquilo que vi, jogos bonitos, atmosferas e ambientes bonitos e especiais. É um prazer estar aqui. Temos de tirar ilações dos nossos treinos e jogos".

Perspetiva pessoal para o Mundial: "Tentar aproveitar ao máximo. Diria que o Mundial é a competição mais bonita que há no mundo. Estamos a representar o nosso país. Jogamos por 10 milhões. O sentimento que quero ter no final é orgulho. Seria muito bom sair com o título, mas, se não sairmos, sentirmos que saímos de cabeça levantada e fizemos tudo".

Cristiano Ronaldo: "Sentimos orgulho. É um grande prazer viver este Mundial com ele, que também é muito especial para ele".

As últimas temporadas de Matheus Nunes
As últimas temporadas de Matheus NunesFlashscore

Ausência de Rúben Dias do treino: "Obviamente que queremos que esteja presente. É muito importante, tem muita importância para a nossa seleção. É um dos líderes, dentro e fora do balneário. Espero que esteja bem".

Idas à praia: "Já era parte do plano de trabalho, para fazer adaptação ao clima. Passo o ano inteiro em Manchester e não faz tanto calor. É uma diferença brutal. Fazia parte do plano, para adaptar ao clima e ao sol. Não faz sentido criar essa polémica em torno disso".

Final Portugal-Brasil? "Para mim seria especial. Eu quero é estar na final, contra quem for. Mas seria especial, claro. Diria que foi muito difícil tomar a decisão de escolher Portugal. Sinto-me igual. Sou português e brasileiro. Mas devo muito mais a Portugal no futebol. Foi onde vivi o período em que comecei a jogar futebol a sério e que me deu oportunidades. Tenho muito orgulho por ter escolhido Portugal".

Família torce por quem? "Tem de perguntar a eles. Os meus familiares no Brasil iam torcer pelo Brasil, a minha mãe ia torcer por Portugal. A minha mãe, quando eu estava para escolher, teve uma opinião muito vincada, que era a seleção que eu devia escolher".

Ligação com o Brasil: "Laço muito forte. Sempre que tenho tempo, vou lá. Nos últimos quatro anos fui lá três vezes. Costumo ir ao Rio. Tenho muita família a morar lá. Tento visitar a minha irmã. Os laços continuam, muitos amigos no Rio de Janeiro que vêm ver jogos. Amo a cultura, a minha mãe está sempre a fazer comida brasileira. Tal como os laços que tenho com Portugal. Sinto que sou metade, metade".

Jogar com Cristiano na seleção: "Nunca me imaginei a jogar com Cristiano. Há 10 anos estava a jogar na 6.ª divisão, por isso não. Para nós é uma honra grande. Não preciso de falar da grande figura que é, estamos felizes. Se pudermos ganhar o título, seria algo grande".