"Foi um bom número dois, mas não um bom número um. Realizou um excelente trabalho na UEFA, mas tem um problema: gosta dos ricos e dos poderosos, daqueles que têm dinheiro. Faz parte da sua natureza", declarou o ex-internacional francês, que liderou a confederação europeia entre 2007 e 2015, altura em que foi suspenso devido ao escândalo de corrupção que abalou a FIFA.
"Já era assim como número dois, mas nessa altura não era o chefe. Infelizmente, Infantino tornou-se autocrata desde a pandemia" da COVID-19, acrescentou o mítico 10 dos bleus.
Desde 2009, Infantino foi secretário-geral da UEFA até 2015, quando assumiu a presidência da FIFA.
"Atualmente há menos democracia do que na era de (o presidente da FIFA entre 1998 e 2015) Blatter. Pode dizer-se o que se quiser sobre Blatter, mas o seu principal problema era querer permanecer toda a vida na FIFA. Era uma boa pessoa para o futebol", acrescentou o tricampeão da Bola de Ouro.
Há vários anos que Platini está em confronto com Infantino, de quem suspeita que agiu para afastá-lo da corrida à presidência da FIFA em 2015, alertando a procuradoria suíça para um pagamento suspeito de dois milhões de francos suíços (1,8 milhões de euros).
Este pagamento foi efetuado pela FIFA por ordem do seu então presidente, Sepp Blatter, a favor de Michel Platini em 2011, sem qualquer justificação escrita.
Acusados, entre outros crimes, de burla, Blatter e Platini foram definitivamente absolvidos em 2025 pela justiça suíça.
