“A ideia é essa, terminarmos bem a época. São dois fins de semana seguidos nos quais já estamos também muito focados em dar o salto de transição para o ano que vem”, afirmou o piloto à agência Lusa, num one on one organizado no espaço pertencente à BMW no paddock do autódromo do Estoril.
Na etapa anterior, em Cremona, Itália, Oliveira abandonou as duas corridas principais do fim de semana por queda e terminou em oitavo a corrida Superpole.
Mostrando-se confiante em melhorar o seu rendimento e determinado em lutar por lugares de pódio nas três corridas que disputará em solo nacional, Oliveira não promete vitórias.
“Nem esperança, nem responsabilidade, nada disso. Simplesmente desfrutar do fim de semana e fazer o meu melhor para brindar o público com um bom espetáculo e um bom resultado, esse é o mote e o meu objetivo. Em que posição será, não sei. Assinava já por baixo se fossem outros três pódios, como em Portimão”, assumiu o piloto.
A prioridade de Miguel Oliveira, de 31 anos, passa por preparar o futuro que se segue, nomeadamente a temporada 2027, numa perspetiva de médio prazo.
“Queremos terminar bem estes dois fins de semana (Estoril e Jerez de la Frontera, última etapa), sobretudo a nível de dados e experiência recolhida para podermos acertar na direção que queremos tomar para o futuro, com a nossa moto e a BMW”, apontou.
O piloto luso garantiu não sentir nenhuma pressão por ‘correr em casa’ e, ao invés, espera canalizar o apoio em seu redor para obter uma performance de bom nível.
“Não existe nenhum peso ou responsabilidade. É um privilégio poder correr em casa e transformar esse apoio em energia extra, isso sim”, indicou o piloto português, que na sua carreira disputou os campeonatos do mundo de MotoGP, Moto2 e Moto3.
Depois do Estoril, o Mundial termina em Jerez de la Frontera, em Espanha, de 16 a 18 de outubro.
