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Moçambique espera que jogos juvenis regionais impulsionem economia e turismo

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Imagem ilustrativaSEBASTIEN BOZON / AFP

A primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, afirmou que os jogos juvenis da África Austral, que Moçambique acolhe em dezembro, representam uma oportunidade para dinamizar a economia nacional e promover o país como destino turístico regional.

Falando durante a cerimónia de lançamento oficial dos XII Jogos da Juventude da Região 5 do Conselho Supremo do Desporto em África (AUSC), em Maputo, a governante defendeu que o impacto do evento, que vai reunir jovens atletas de dez países da África Austral, deve ser medido não apenas pelos resultados desportivos, mas também pelos benefícios económicos e institucionais que poderá deixar ao país.

“A presença de milhares de atletas, dirigentes e visitantes representa uma oportunidade para dinamizar setores como a hotelaria, restauração, transportes, comércio e outros serviços, contribuindo para a atividade económica e para a promoção da imagem de Moçambique”, afirmou.

A competição vai decorrer entre 03 e 14 de dezembro nas cidades de Maputo e Matola e deverá reunir jovens atletas de dez países da África Austral: África do Sul, Angola, Botsuana, Esuatini, Lesoto, Maláui, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbabué.

Segundo a primeira-ministra, os jogos devem igualmente contribuir para fortalecer a capacidade do país na organização de eventos internacionais.

“Estes Jogos devem fortalecer a nossa capacidade de organizar eventos internacionais e deixar um legado positivo para as cidades de Maputo e Matola”, declarou.

A governante destacou ainda que o Governo pretende transformar o evento numa oportunidade coletiva, envolvendo instituições públicas, setor privado e sociedade civil: "Deve ser encarado como uma oportunidade que pertence a todos nós”.

Nesse contexto, apelou às empresas nacionais e internacionais para apoiarem a realização da competição mediante patrocínios financeiros e de contribuições em bens e serviços.

“Há espaço para o patrocínio financeiro, mas também para contribuições em equipamentos e material desportivo, transporte, alojamento, alimentação, tecnologia, comunicação, assistência médica, logística e outros serviços necessários à realização do evento”, disse.

Levi considerou ainda que o envolvimento do setor privado deve ser entendido como um investimento na juventude e no desenvolvimento do desporto moçambicano.

Além da componente económica, a governante defendeu que a competição poderá contribuir para a descoberta de novos talentos e para o fortalecimento das estruturas desportivas nacionais.

“Esperamos que a realização dos Jogos contribua para a descoberta e valorização de novos talentos, para o fortalecimento das nossas estruturas desportivas e para o estímulo da prática desportiva entre os jovens”, afirmou.

Os jogos são organizados pela Região 5 do Conselho Supremo do Desporto em África e são considerados uma das principais competições juvenis da África Austral.

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