Fórmula 1: Aston Martin não tem baterias suplentes na Austrália este fim de semana

Aston Martin em Melbourne esta sexta-feira.
Aston Martin em Melbourne esta sexta-feira.WILLIAM WEST/AFP

Após os problemas de vibrações causados pelo motor Honda, que podem provocar lesões nervosas nos pilotos, o diretor da Aston Martin, Adrian Newey, revelou esta sexta-feira que a equipa não dispõe de baterias de substituição para o GP da Austrália este fim de semana.

Enquanto o monolugar do espanhol Fernando Alonso não pôde participar na primeira sessão de treinos livres esta sexta-feira, o engenheiro britânico revelou que a equipa enfrentou um novo problema com a bateria e que já não tem peças suplentes para a primeira corrida da temporada.

"Estamos com falta de baterias. Só nos restam duas, as que estão nos carros. Se perdermos uma, será obviamente um grande problema. Por isso, temos de ter muito cuidado com a forma como utilizamos as baterias", explicou Newey em conferência de imprensa.

Na quinta-feira, o engenheiro inglês tinha revelado que o novo motor Honda, que agora equipa os monolugares verdes, provoca vibrações intoleráveis para os pilotos, que podem ter de parar ao fim de apenas algumas voltas na corrida de domingo.

"A unidade de potência (o motor, nota do editor) é a fonte das vibrações, é ela que as amplifica (...) Estas vibrações causam alguns problemas de fiabilidade que temos de corrigir. Mas o problema mais grave é que estas vibrações acabam por chegar aos dedos do piloto", revelou Newey à imprensa.

"O Fernando considera que não consegue fazer mais de 25 voltas consecutivas sem arriscar danos nervosos permanentes nas mãos. O Lance, por sua vez, pensa que não pode ultrapassar as 15 voltas antes de atingir esse limite", acrescentou.

Antes de concluir: "Teremos de limitar fortemente o número de voltas que realizarmos em corrida enquanto não identificarmos a origem das vibrações e melhorarmos a situação na base".

O início de temporada da ambiciosa equipa britânica está a ser verdadeiramente um pesadelo… Depois de testes desastrosos em Barcelona e Barém, a equipa sediada em Silverstone, vista como a grande surpresa de 2026 graças à chegada de Newey, que contribuiu decisivamente para os seis títulos mundiais de construtores conquistados pela Red Bull, acumula contratempos e parece sem saída.