O portal Motorsport.com avançou que o conceituado designer deixaria o seu cargo para se dedicar a questões técnicas, e que Wheatley regressaria ao Reino Unido vindo da fábrica da Audi na Suíça.
"A equipa não vai entrar em especulações mediáticas sobre a sua estrutura diretiva", referiu a Aston Martin em comunicado: "Adrian Newey continua a liderar a equipa como Team Principal e Managing Technical Partner".
Por parte da Audi, foi reconhecido que estão a par das informações divulgadas nos meios de comunicação.
"Para já, não há qualquer novidade oficial da nossa parte e não comentamos rumores", afirmou um porta-voz da equipa.
A equipa de Silverstone ainda não somou qualquer ponto nem terminou nenhum dos dois grandes prémios já disputados na temporada 2024, uma vez que o novo motor Honda não está a corresponder e provoca fortes vibrações.
O bicampeão do mundo Fernando Alonso abandonou no passado domingo o Grande Prémio da China, depois de comunicar que estava a perder sensibilidade nas mãos e nos pés. As imagens a bordo da corrida em Xangai mostraram Alonso a largar o volante sempre que podia para aliviar a dor.
A equipa pertence ao canadiano Lawrence Stroll, cujo filho Lance compete como colega do espanhol Alonso. Terminou em 7.º lugar na época passada com motores Mercedes.
Newey assumiu o cargo de principal esta temporada, enquanto o anterior responsável, Andy Cowell, ex-chefe de motores da Mercedes, passou a desempenhar funções estratégicas. O engenheiro, cujos monolugares conquistaram 14 títulos de pilotos e 12 de construtores com três equipas diferentes, chegou à Aston Martin vindo da Red Bull no ano passado como acionista e com o objetivo de construir um carro vencedor.
O britânico, de 67 anos e de perfil reservado, trabalhou de perto com o anterior chefe de equipa Christian Horner e com o neerlandês tetracampeão do mundo Max Verstappen na Red Bull, mas a sua ascensão a principal na Aston Martin foi uma surpresa.
Wheatley, que também colaborou com Newey na Red Bull e era diretor desportivo quando saiu, juntou-se em abril do ano passado à Sauber, antecessora da Audi. Qualquer eventual mudança adicional implicaria provavelmente um longo período de licença antes de poder integrar outra equipa rival.
A Audi conta ainda com o ex-chefe da Ferrari Mattia Binotto a supervisionar o projeto de F1.
O próximo grande prémio, que se vai disputar no circuito de Suzuka, Japão, a 29 de março, será em casa para a Honda, embora seja pouco provável que traga algum alívio ao construtor japonês.
