Fórmula 1: Chefe da Ferrari admite ter subestimado o impacto psicológico após 2025

Chefe da Ferrari, Fred Vasseur
Chefe da Ferrari, Fred VasseurReuters / Edgar Su

O chefe da Ferrari, Fred Vasseur, afirmou esta sexta-feira que talvez tenha subestimado o efeito psicológico que a interrupção precoce do desenvolvimento do carro de Fórmula 1 para 2025 teve na equipa.

A Ferrari é a única das quatro primeiras classificadas que ainda não venceu esta época, e tanto Charles Leclerc como Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, manifestaram abertamente a sua frustração.

Hamilton não subiu ao pódio desde que chegou da Mercedes em janeiro e já classificou esta temporada como a pior da sua carreira. Esta sexta-feira, o britânico qualificou-se em 18.º para a corrida sprint, depois de ter partido do último lugar em Las Vegas no fim de semana anterior.

"Logo no início da época, a McLaren dominou tanto nas primeiras quatro ou cinco provas que percebemos que seria muito difícil para 2025. Isso fez com que decidíssemos muito cedo na temporada, penso que foi no final de abril, mudar o foco do desenvolvimento para 2026. Foi uma decisão difícil", disse Vasseur aos jornalistas antes da qualifying sprint no Grande Prémio do Catar.

"Talvez também tenha subestimado um pouco o impacto psicológico, porque quando ainda faltam 20 corridas, ou 18, e sabes que não vais trazer mais desenvolvimentos aerodinâmicos, é bastante complicado gerir a nível psicológico", explicou.

A Ferrari ainda introduziu algumas melhorias mecânicas e tentou otimizar a operação, mas tem concentrado os seus esforços no carro do próximo ano, que marcará o início de uma nova era de motores e regulamentos.

"Continuo confiante na decisão que tomámos", afirmou Vasseur, cuja equipa conquistou o último título em 2008 e terminou em segundo lugar no ano passado.

Vasseur disse compreender perfeitamente a frustração dos seus pilotos e não os culpou.

"Sentimos exatamente a mesma frustração na garagem ou no muro das boxes. O mais importante é reagir depois da frustração. Acredito, sinceramente, que a frustração por vezes é positiva... não se pode imaginar, e eu ficaria ainda mais frustrado, se os pilotos estivessem satisfeitos quando temos um fim de semana difícil", acrescentou o francês.