Fórmula 1: Fernando Alonso receia mais um fim de semana complicado na China com a Aston Martin

Fernando Alonso a falar com os meios de comunicação
Fernando Alonso a falar com os meios de comunicação ALEX BIERENS DE HAAN/GETTY IMAGES VIA AFP

Fernando Alonso comentou esta quinta-feira que espera um novo fim de semana difícil com o seu novo Aston Martin no Grande Prémio da China.

A equipa Aston Martin, sediada em Silverstone, teve um início de temporada para esquecer devido a graves problemas com o motor Honda e à falta de peças suplentes.

O bicampeão mundial Alonso e o seu colega Lance Stroll tiveram de suportar vibrações extremas no chassis provocadas pelo motor, o que gerou preocupação quanto a possíveis danos nervosos permanentes para os pilotos.

"A situação, infelizmente, não mudou em quatro ou cinco dias desde Melbourne, por isso será um fim de semana complicado. Vamos limitar as voltas numa ou duas sessões porque faltam-nos peças. Precisamos de rodar para encontrar a janela certa no chassis. Ficarei satisfeito se sairmos da China com uns treinos e uma qualificação mais ou menos normais", explicou Alonso aos jornalistas no circuito internacional de Xangai.

O piloto espanhol não conseguiu indicar uma data para a chegada de melhorias. "O que posso fazer dentro da equipa? Trabalhar mais, ajudar a Honda o máximo possível. Podemos alocar recursos para ajudar a Honda com o motor. Somos uma só equipa, é um início caótico que espero que não se prolongue demasiado. Estamos a fazer tudo o que podemos, há pessoas muito talentosas na equipa, por isso espero que em alguns Grandes Prémios possamos ter um fim de semana normal. Para sermos competitivos, vamos precisar de mais tempo. Quando a fiabilidade estiver resolvida, estaremos atrás em potência e noutros aspetos", afirmou Alonso.

O experiente piloto espanhol compete na Fórmula 1 há mais de duas décadas e já conduziu carros muito diferentes, desde os antigos motores V10 a gasolina até às complexas configurações híbridas atuais.

Apesar das dificuldades, garantiu que encara o desafio dos novos monolugares com entusiasmo, pois esta temporada pode ser a última no pelotão.

O seu contrato com a Aston Martin termina no final de 2026. "É gratificante conduzir estes carros? Sim, porque adoramos a competição", disse Alonso.

"Faço quatro ou cinco corridas de 24 horas porque gosto de competir e adoro conduzir. Por isso, quando se entra num F1, desfruta-se a andar rápido. Mas é um desafio, um desafio diferente. Tive muita sorte em correr na era anterior e sinto-me privilegiado por ter vivido ambas".