Fórmula 1: FIA não está preocupada com possível protesto sobre motores em Melbourne

O diretor da FIA, Nikolas Tombazis, descreveu o tema como "não sendo um grande assunto"
O diretor da FIA, Nikolas Tombazis, descreveu o tema como "não sendo um grande assunto"Stephanie Lecocq / Reuters

O organismo que rege a Fórmula 1 desvalorizou as conversas sobre as novas regras dos motores poderem originar um protesto que ofusque o arranque da temporada australiana em março.

Notícias na comunicação social sugeriram que a Mercedes e a Red Bull, esta última agora a produzir o seu próprio motor, poderão estar a explorar uma "zona cinzenta" nos regulamentos para obter mais potência do que as unidades da Ferrari, Honda e Audi.

Os construtores, especialistas em motores e a Federação Internacional do Automóvel (FIA), entidade reguladora, têm encontro marcado para quinta-feira, numa altura em que aumentam as discussões sobre taxas de compressão e expansão térmica.

Nikolas Tombazis, diretor de monolugares da FIA, considerou que parte do que tem sido noticiado está exagerado e afirmou que garantir igualdade de condições e assegurar que as regras são bem compreendidas por todos é uma prioridade máxima.

"Naturalmente, todos são extremamente apaixonados e competitivos, e quando as pessoas estão nesse estado de espírito isso pode criar alguma cegueira para outros argumentos", disse à Reuters na conferência Autosport Business Exchange, na quarta-feira: "Por isso, algumas pessoas apresentam os pontos de vista como se fossem a única verdade. Infelizmente, as coisas nunca são totalmente simples. É aí que intervimos para garantir que esclarecemos estas questões. Não creio, de qualquer forma, que seja um tema tão grande como está a ser apresentado na imprensa neste momento."

Tombazis referiu que a reunião serviria para debater "alguns méritos técnicos do tema" e não seria um confronto para encontrar uma solução.

Questionado se acreditava que o tema ficaria resolvido antes de Melbourne, concordou.

"Acredito que vamos ficar bem", afirmou: "É uma prioridade máxima garantir que não temos polémicas, porque queremos ir para a pista e não estar em tribunais e audiências depois da primeira corrida."

O responsável da Audi, Mattia Binotto, afirmou na apresentação da decoração da equipa, na terça-feira, que qualquer construtor que utilize um motor com uma taxa de compressão superior terá uma grande vantagem.

"Se for verdade, é certamente uma diferença significativa em termos de desempenho e tempo por volta, e isso fará diferença quando estivermos em competição", disse aos jornalistas no evento em Berlim.