"Com exceção da Mercedes, parecemos todos muito próximos uns dos outros", explicou Hamilton ao microfone da Sky Sports. "Circulam rumores de que eles (Mercedes) têm uma potência extra que nós não temos", acrescentou o piloto britânico, esperando que "a FIA garanta que todos partam em igualdade de condições".
O novo regulamento técnico dos motores e chassis veio alterar profundamente os carros da principal disciplina do desporto automóvel: os 22 monolugares, com aerodinâmica redesenhada, contam com motores híbridos, 50% térmicos e 50% elétricos, que dispõem de um novo botão de boost para acelerar de forma repentina.
A Mercedes – cujo motor equipa também a McLaren, a Williams e a Alpine – foi um dos carros mais rápidos e fiáveis nos testes privados em Barcelona no final de janeiro.
As restantes equipas suspeitam que a Mercedes tenha encontrado uma brecha no novo regulamento, permitindo-lhes alcançar uma taxa de compressão dos motores superior ao limite permitido.
Para Toto Wolff, chefe de equipa da Mercedes, é, no entanto, a Red Bull "quem consegue libertar muito mais energia em linha reta do que todos os outros", afirmou à BBC, acrescentando que a Red Bull "estabeleceu a referência" neste primeiro dia de testes.
Campeão do mundo em título, o britânico Lando Norris (McLaren) foi o mais rápido no Bahrain, superando o neerlandês Max Verstappen (Red Bull), que procura o seu quinto título. Charles Leclerc, que substituiu Hamilton nos testes, registou o terceiro melhor tempo.
