Fórmula 1: Norris admite que McLaren está atrás da Mercedes e da Ferrari antes do Grande Prémio da China

Lando Norris, da McLaren, em ação durante a qualificação para o Grande Prémio da China
Lando Norris, da McLaren, em ação durante a qualificação para o Grande Prémio da ChinaReuters / Go Nakamura

O campeão mundial Lando Norris admitiu este sábado que a McLaren apresenta um défice de desempenho face à Mercedes e à Ferrari, depois de ele e o seu colega de equipa, Oscar Piastri, terem garantido o 5.º e o 6.º lugares na qualificação para o Grande Prémio da China.

Norris afirmou que a McLaren, campeã de construtores em 2025, não sabe ao certo porque está a perder tanto tempo para os líderes.

"O meu último setor tem sido bastante fraco e estamos a perder um pouco nas retas para alguns dos outros carros, algo que precisamos de perceber", disse Norris, que conquistou o título mundial frente a Max Verstappen em 2025.

"A última curva aqui é, provavelmente, a minha pior curva da época, não consigo acertar e cometi um erro grande na minha última volta. O lugar onde estamos é o que merecemos e onde devemos estar", acrescentou.

As equipas continuam a adaptar-se às novas regras radicais de aerodinâmica e chassis, num fim de semana que marca apenas a 2.ª corrida da nova era da Fórmula 1, com uma divisão de potência de 50-50 entre sistemas convencionais e elétricos.

Em relação à corrida de domingo, Norris acredita que um dos Mercedes dominantes vai cortar a meta em primeiro e que a luta da McLaren será com os Ferrari, que ocupam a segunda linha da grelha.

"Parece estar equilibrado com o Ferrari e queremos mesmo entrar na luta amanhã", afirmou Norris.

"Mas ficou claro hoje que eles têm vantagens que nos custa superar", acrescentou.

"Vai ser difícil desafiar os Ferrari, mas nunca se sabe, e vamos tentar ao máximo", prometeu.

Oscar Piastri concordou com o seu colega de equipa.

"Acho que estamos um pouco atrás neste momento", disse o australiano.

"Não somos fracos num ponto específico. Provavelmente fizemos um trabalho melhor hoje a maximizar a unidade de potência, o que foi positivo, mas falta-nos aderência", acrescentou.