Fórmula 1: Red Bull apresenta o seu novo carro em grande estilo

O novo Red Bull
O novo Red Bull@redbullracing

A equipa Red Bull apresentou esta quinta-feira, em Detroit, cidade natal do seu novo parceiro Ford, o seu novo monolugar de Fórmula 1 para a temporada de 2026, com o novo piloto francês Isack Hadjar e a incerteza associada à mudança de regulamento.

Debaixo das abóbadas da antiga estação Michigan Central de Detroit, edifício com mais de 100 anos e de arquitetura Beaux-Arts, já não passam comboios, mas sim bólides, especialmente os das equipas Red Bull e Racing Bulls, cujos novos modelos foram apresentados perante algumas centenas de convidados na noite de quinta-feira, a menos de dois meses do arranque da temporada na Austrália (7 de março).

Em palco, a cerimónia ganhou um toque francês, primeiro com Laurent Mekies, depois com Isack Hadjar. Hadjar, sem se deixar intimidar pela plateia, afirmou ser um "privilégio" competir agora ao lado de Max Verstappen. 

Motor construído "de raiz"

Para além de algumas alterações estéticas, os novos monolugares são sobretudo aguardados como resposta a um novo regulamento técnico que os tornará mais pequenos e leves. O motor, já híbrido desde 2014, também vai sofrer mudanças, com um aumento do contributo da energia elétrica e a utilização de combustíveis considerados "100% sustentáveis".

Red Bull, que até agora contava com a Honda, decidiu em 2023 desenvolver para 2026 o seu próprio motor em parceria com o gigante automóvel Ford, que assim regressa à F1, vinte e dois anos depois da sua saída.

"Estão perante a maior alteração regulamentar da história da Fórmula 1 moderna", explicou Laurent Mekies à AFP.

Entre influenciadores, um mini-concerto de rap e engenheiros com auscultadores de realidade virtual bem ajustados, num ambiente moderno e algo pretensioso, o francês de 48 anos desempenhou o papel de mestre de cerimónias com mestria, moderando as expectativas em torno da equipa detentora de seis títulos de construtores.

"Penso que seria simplesmente ingénuo da nossa parte acreditar que conseguimos fazer o nosso motor de raiz (...) e logo de início ser mais competitivos do que quem o faz há 95 anos."