Entre 2000 e 2004, a hegemonia da Ferrari no Grande Circo foi esmagadora. Ao volante, Michael Schumacher impunha respeito na pista, enquanto Jean Todt coordenava a estratégia do alemão a partir das boxes.
No entanto, em 2005 um então jovem Fernando Alonso conseguiu travar de forma abrupta o domínio dos italianos, algo que desagradou profundamente aos dois líderes da equipa do Cavallino Rampante, originando momentos de máxima tensão em 2006, ano em que o espanhol acabou por conquistar o seu segundo título mundial.
Tudo explodiu no Grande Prémio do Mónaco, quando o alemão parou na curva Rascasse para tentar impedir que o atual piloto da Aston Martin completasse a última volta de qualificação. Naturalmente, o piloto da Ferrari foi penalizado. Agora, passadas duas décadas, Todt admitiu as evidentes batotas durante a sua participação no High Performance Podcast.
"O Michael era um rapaz excelente, mas pagava caro sempre que perdia o controlo. Isso também lhe custou o campeonato, como quando parou de propósito em Monte Carlo com o Alonso. Ele não sabia como fazer batota. Fê-lo duas vezes que eu saiba, mas fazia-o mal. Seria muito fácil fazê-lo várias vezes, mas cometia erros sempre que tentava", revelou.
