A equipa revelou a decoração dos seus novos monolugares perante algumas centenas de convidados na Estação Central de Michigan, em Detroit, a menos de dois meses do arranque da temporada em Melbourne, a 7 de março.
As novas regras para 2026 trazem alterações aerodinâmicas para tornar os carros mais leves e compactos, juntamente com modificações nas especificações dos motores, de modo a aumentar o contributo da energia elétrica nas unidades híbridas.
"Há muita incerteza, existem grandes mudanças no motor, no carro", Verstappen afirmou: "Inicialmente vou precisar de algum tempo para me adaptar durante os dias de testes. A motivação é enorme."
"Demora sempre algum tempo a habituar-nos às novidades", acrescentou: "É preciso perceber onde se pode extrair mais desempenho, sentir-me confortável no carro. Também com o novo motor, isso vai exigir algum tempo."
A Red Bull, que anteriormente utilizava motores Honda, arriscou em 2023 ao decidir desenvolver o seu próprio motor para 2026 em parceria com o gigante automóvel Ford, que regressa à F1 22 anos após a sua saída.
A sequência de quatro títulos mundiais consecutivos de Verstappen terminou em 2025, quando Lando Norris, da McLaren, conquistou o troféu. No entanto, apesar de dispor de um carro inferior, o piloto neerlandês recuperou de um grande atraso na classificação para lutar pelo título, somando oito vitórias - mais do que Norris ou o seu colega de equipa Oscar Piastri.
Este ano, Verstappen terá como companheiro o francês Isack Hadjar, promovido ao lugar de número 2 da equipa após uma época de estreia bem-sucedida com a Racing Bulls.
Hadjar também marcou presença na apresentação de quinta-feira, tal como o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, que salientou que as profundas alterações regulamentares e o novo motor vão representar um grande desafio de aprendizagem.
"Acho que seria simplesmente ingénuo da nossa parte pensar que conseguiríamos construir o nosso motor de raiz... e ser mais competitivos logo de início do que quem o faz há 95 anos", afirmou à AFP.
