Indemnização milionária: Álex Palou terá de pagar à McLaren por incumprimento de contrato

Álex Palou, em 2022, a envergar as cores da McLaren
Álex Palou, em 2022, a envergar as cores da McLarenXavi Bonilla / DPPI / DPPI via AFP

Álex Palou (28 anos) acaba de receber um duro revés do Supremo Tribunal de Londres, que lhe impôs uma multa de nove milhões de libras, quase 10,5 milhões de euros à taxa de câmbio atual, por danos e prejuízos após ter incumprido o contrato que assinou com a McLaren em 2022.

Quando Palou, tetracampeão mundial de IndyCar, percebeu que as portas da Fórmula 1 se tinham fechado com a chegada de Oscar Piastri à escuderia de Woking, considerou que as promessas feitas pela McLaren enquanto piloto de testes não tinham sido cumpridas. Por isso, rompeu o seu vínculo com a equipa britânica, com a qual também iria competir na Indy, e voltou a comprometer-se, em 2023, com a Chip Ganassi, equipa com a qual continuou a vencer na competição norte-americana.

Agora, a Justiça britânica, após cinco semanas de julgamento no final de 2025, deu razão aos de Woking, pelo que o espanhol terá de enfrentar uma multa milionária por danos e prejuízos. Ainda assim, o valor é metade do que lhe era exigido, já que a sentença considera que Palou não deve assumir qualquer custo relacionado com eventuais perdas ligadas à F1, tendo em conta o seu salário recebido anteriormente, patrocínios e outras considerações resultantes da rescisão unilateral do contrato.

"Este é um resultado que consideramos totalmente justo. Tal como demonstra a sentença, mostrámos claramente que cumprimos todas as obrigações contratuais com o Álex e que respeitámos integralmente o acordado. Agradecemos ao tribunal por ter reconhecido o impacto comercial significativo e os incómodos que a nossa empresa sofreu devido ao incumprimento do contrato por parte do Palou com a equipa", afirmou o chefe da McLaren, Zak Brown, que irá agora também solicitar juros e as despesas legais suportadas neste processo.

Reação de Álex Palou após a decisão

"O tribunal rejeitou totalmente as exigências da McLaren Formula 1 contra mim, que na altura ascendiam a quase 15 milhões de dólares – 12,7 milhões de euros", declarou Palou em comunicado. "A decisão do tribunal demonstra que as exigências contra mim eram completamente exageradas. É dececionante que se tenha investido tanto tempo e dinheiro a contestar estas exigências, algumas das quais o tribunal considerou infundadas, apenas porque decidi não pilotar pela McLaren depois de saber que não me poderiam oferecer um lugar na F1".

"Desilude-me que tenha sido atribuída uma indemnização por danos e prejuízos à McLaren. Não sofreram qualquer perda graças ao que ganharam com o piloto que me substituiu. Estou a analisar as minhas opções com os meus conselheiros e não tenho mais comentários a fazer neste momento", afirmou em comunicado.