Darren Jack, que a AFP encontrou no Grande Prémio do Japão no último fim de semana, exibiu o icónico capacete amarelo no saco original com as iniciais ‘A.S.’, ambos pertencentes ao tricampeão mundial, que morreu aos 34 anos num acidente no circuito de Imola, em San Marino, a 1 de maio de 1994.
O capacete Bell não é aquele que Ayrton Senna usou nessa corrida fatal. Mas, segundo Darren Jack, é um dos três ou quatro que o piloto tinha consigo no início da temporada de 1994, no Brasil, Japão e Imola.
“(Senna) usou-o certamente no Brasil durante o fim de semana de corrida. Mas viajou com a equipa para a 2.ª jornada, no Grande Prémio do Pacífico, e para Imola neste último fim de semana de corrida”, afirmou Darren Jack.
“Foi o único fim de semana de corrida em que tinha o logótipo Senna. Portanto, este foi acrescentado para Imola, o que é significativo porque significa que esteve lá. E é um momento incrível pensar que (é) parte da vida e parte da história", acrescentou.
Como prova, Darren Jack apresentou fotografias e vídeos da época, que foram comparados e analisados com recurso a software de reconhecimento, juntamente com cartas de autenticação, números de série e cartas do fabricante Bell e do vendedor japonês.
Darren Jack, diretor executivo de uma coleção de memorabilia de desportos motorizados, recusou revelar quanto pagou pelo artigo, mas garantiu: “É evidente que é um capacete de um milhão de dólares”.
No entanto, apesar de já ter recebido propostas bastante lucrativas – incluindo dentro do paddock da F1 em Suzuka – Darren Jack afirmou que não vai vender o capacete... para já.
“Adoro tê-lo. Tenho orgulho em possuí-lo. Sou, antes de mais, um colecionador apaixonado. Foi assim que comecei o negócio”, disse o canadiano de 46 anos.
“Por isso, para mim, é um sonho. Em que gastaria eu o dinheiro? Houve um piloto atual de F1, que ficará no anonimato, que basicamente disse: ‘E se eu te desse um milhão de dólares agora por ele no paddock este fim de semana?’ E eu respondi: ‘não, não está à venda’", confessou.
