Félix da Costa cortou a meta a 22,308 segundos do vencedor, o alemão Pascal Wherlein (Porsche), que bateu o britânico Jake Dennis (Andretti) por 5,777 segundos.
“Um pódio é sempre um pódio, mas hoje é difícil ficar contente. É raro para mim, eu sei, mas oficialmente perdemos as nossas chances de campeonato”, afirmou o piloto de Cascais, que partiu da sétima posição da grelha e ainda recuperou quatro lugares.
Com esta vitória, o alemão Pascal Wehrlein, que largou da ‘pole position’, assumiu a liderança do campeonato.
Apesar do terceiro posto, Félix da Costa mostrou-se desagradado com a forma como a corrida foi conduzida pela Porsche, acusando a equipa alemã de utilizar o suíço Nico Müller para atrasar os adversários e favorecer Wehrlein.
“Foi uma corrida feia, feia. Estratégias um bocadinho feias do lado da Porsche, naquele início e primeira metade da corrida, com o Müller a fazer tampão para o Wehrlein. Nós sabíamos que era uma possibilidade depois daquela qualificação”, criticou o português, antigo companheiro de equipa do alemão na Porsche.
Já no ano passado, Wherlein chegou a chocar propositadamente com o piloto luso durante um treino livre em Berlim.
“A qualificação deu-lhes esta flexibilidade, mas são jogos feios que, enfim, é o que é. Não posso dizer mais do que isto. Hoje saíram eles por cima de nós e temos mais um dia amanhã”, acrescentou.
Na corrida, Félix da Costa beneficiou do período de neutralização provocado pelo acidente do brasileiro Lucas di Grassi (Lola Yamaha ABT), na 21.ª volta, para cumprir a paragem obrigatória destinada à ativação do ‘Pit Boost’.
No recomeço, o português chegou a ser ultrapassado pelo britânico Dan Ticktum (Cupra Kiro) e por Dennis, mas recuperou posteriormente o terceiro lugar. Ticktum ainda tentou atacar o piloto da Jaguar na 38.ª volta, mas calculou mal a manobra e perdeu várias posições.
O terceiro lugar permitiu a Félix da Costa somar 15 pontos e subir ao quinto posto do campeonato, com 128, embora já sem possibilidades matemáticas de discutir o título na derradeira corrida da temporada.
O resultado foi, contudo, importante para a Jaguar, que conservou a liderança do Mundial de equipas, com cinco pontos de vantagem sobre a Porsche. O neozelandês Mitch Evans, companheiro de equipa do português, terminou na oitava posição.
Wehrlein alcançou a terceira vitória da temporada e passou a liderar o campeonato, com 169 pontos, mais cinco do que Dennis. Evans ocupa o terceiro lugar, com 148, e é o último piloto ainda com possibilidades de conquistar o título.
Os títulos de pilotos e de equipas serão decididos no domingo, na segunda corrida do fim de semana no circuito parcialmente coberto do ExCeL, em Londres, que encerra a temporada e a era dos monolugares Gen3 da Fórmula E.
