Solberg abre vantagem na etapa inaugural do Rali do Quénia

Solberg saiu vitorioso da lama na 1.ª jornada no Quénia
Solberg saiu vitorioso da lama na 1.ª jornada no QuéniaRed Bull Content Pool

Oliver Solberg assumiu a liderança desde o início no Safari Rally do Quénia, esta quinta-feira, dominando as condições traiçoeiras e terminando a primeira etapa com uma vantagem significativa.

As chuvas intensas transformaram a etapa inicial perto de Naivasha num verdadeiro campo de batalha lamacento, e a prova de Camp Moran, com 24,35 km, foi decisiva. Solberg foi quem melhor soube lidar com o caos, levando o seu Toyota GR Yaris Rally1 a uma vantagem de quase meio minuto sobre o seu colega de equipa Elfyn Evans. O sueco admitiu que as condições eram das mais imprevisíveis que já tinha experienciado. 

"Já era uma autêntica aventura. Fiquei um pouco surpreendido com as diferenças, mas procurei manter o ritmo e interpretar a estrada. Por vezes estava seca e, de repente, molhada ao virar da esquina", sorriu Solberg ao cruzar a meta.

Evans conseguiu sobreviver a uma prova especialmente tensa e manteve-se na segunda posição. O galês ficou sem líquido limpa-vidros a meio da etapa, o que dificultou a visibilidade, já que o pára-brisas ficou coberto de lama, até que uma chuva tardia ajudou a limpá-lo.

Evans, no rally do Quénia
Evans, no rally do QuéniaRed Bull Content Pool

O nove vezes campeão mundial Sébastien Ogier terminou as duas primeiras etapas na teceira posição, a mais de um minuto do líder, depois de prever as grandes mudanças meteorológicas que iriam marcar as condições.

O drama tomou conta do restante pelotão quando Takamoto Katsuta perdeu o intercomunicador antes da etapa inicial, obrigando o seu copiloto, Aaron Johnston, a recorrer a sinais manuais. Apesar disso, a dupla ficou apenas a 10,2 segundos de Ogier, na 4.ª posição da geral, com o seu colega de equipa na Toyota, Sami Pajari, a quase um minuto.

A Hyundai Motorsport teve um início complicado no rali, já que os seus três i20 N Rally1 enfrentaram problemas de sobreaquecimento devido ao barro espesso que bloqueou os radiadores na SS2.

"Obviamente, as condições eram muito difíceis. Na verdade, não sei como descrever isto no final, não encontro palavras para o fazer. Não estávamos na melhor posição na estrada para enfrentar isto, por isso perdemos muito tempo. Na última etapa o carro sobreaqueceu. Creio que os três Hyundai sobreaqueceram, o radiador estava cheio de lama. Tentei limpá-lo antes da etapa, mas ainda havia demasiada sujidade", admitiu Thierry Neuville, que terminou em sexto lugar.

Jon Armstrong, da M-Sport Ford, impressionou na sua estreia em Rally1 sobre terra e manteve-se em 7.º lugar. O irlandês descreveu a SS1 simplesmente como "lama, lama e mais lama". O seu colega de equipa, Josh McErlean, foi relegado para a 14.ª posição após sofrer um aumento da temperatura da água na SS2.

O duo da Hyundai, Adrien Fourmaux e Esapekka Lappi, seguiu-o em 8.º e 9.º lugar, enquanto Gus Greensmith fechou o top 10 e liderou a categoria WRC2 na sua estreia com o Toyota GR Yaris Rally2.