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Movimento benfiquista UNUM apresenta 17 medidas para reformar arbitragem

Movimento benfiquista arrancou esta terça-feira
Movimento benfiquista arrancou esta terça-feiraUNUMbenfica/Instagram

O recém-criado movimento benfiquista UNUM lançou esta terça-feira 17 medidas, assentes em seis pilares, para reformar a arbitragem no futebol profissional português, que colocará à disposição da direção do clube da Liga Portugal.

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O primeiro evento público do movimento realizou-se numa unidade hoteleira de Lisboa, com a apresentação do relatório intitulado “O Apito e a Confiança”, com intervenções de alguns dos fundadores, seguidos de um debate sobre este tema.

Os seis pilares que constam no relatório são Independência, Profissionalização, Transparência e Responsabilização, Videoarbitragem (VAR), Critérios e Tecnologia, e Integridade e Relações com os Clubes, tendo várias medidas como subtópicos.

Entre as propostas do UNUM, consta a criação de uma estrutura autónoma para a arbitragem e ter uma elite integralmente profissional, além de um investimento no fora de jogo semiautomático na Liga e decisões arbitrais explicadas, com prazos.

Sobre a estrutura autónoma, terá de ter direção, orçamento, contas e instalações próprios e fora do perímetro da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), incluindo o centro de operações da videoarbitragem, com uma fiscalização independente.

Já sobre a profissionalização dos árbitros, o movimento considera que estes terão de ter contrato e remuneração estável, além da criação de uma Escola Nacional de Arbitragem, para duplicar a base de recrutamento, e ter ex-futebolistas no VAR.

A introdução do sistema do fora de jogo semiautomático, à semelhança do que já acontece noutras competições, é o maior investimento proposto, de seis milhões de euros, o que abrange cerca de 3,7% das receitas previstas para 2026/27 na FPF.

O UNUM quer ainda ver notas sobre um erro reconhecido no espaço de 24 horas após cada jogo, com o áudio e imagem do VAR tornados públicos de 48 a 72 horas e a resposta pública às reclamações dos clubes até à véspera da jornada seguinte.

Noutras medidas, o movimento pretende que as nomeações dos árbitros tenham critérios públicos e um rasto auditável, com os árbitros a ganharem voz consultiva, além de intercâmbios com outras federações e prazos auditados todos os anos.

Os advogados José Eduardo Martins e Fernando Gonçalves, o economista António Mexia, o comentador desportivo Jaime Cancella de Abreu ou o ex-futebolista António Simões foram os intervenientes, perante cerca de uma centena de sócios.

“A melhoria da arbitragem não tem só a ver com árbitros. Tem a ver com dirigentes com discursos que incendeiam e provocam mal-estar. Os treinadores têm de perceber que os seus jogadores têm de ser homens competitivos, mas honestos. Vejo jogadores a não terem respeito por si próprios, pelo árbitro, pelos adversários e pelo público. Enquanto não se mudar isto, nada feito”, afirmou António Simões, que considerou que esta mudança terá de se iniciar pelos escalões de formação.

Além disso, a apresentação contou com intervenções em vídeo dos ex-jogadores ingleses Steven Gerrard e Alan Shearer e concluiu com um debate sobre o modelo português, que contou com a presença do ex-árbitro português Pedro Henriques.

Na presença do antigo jogador das ‘águias’ Eliseu e do treinador Nelo Vingada, na plateia, as propostas do movimento seguem agora para consulta pública de 19 de outubro a 15 de novembro, estando previstas sessões nas Casas do Benfica e digitalmente, antes de entregar a versão consolidada, com contributos, à direção.

O movimento UNUM aproveitou a expressão em latim do lema do clube lisboeta e é “uma casa de ideias benfiquista, criada para reunir conhecimento, experiência e diferentes perspetivas em torno de um propósito comum: contribuir para um Benfica mais forte e mais vencedor”, tendo um grupo de 32 membros fundadores.

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