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Na primeira jornada do Grupo H, no Hard Rock Stadium em Miami Gardens, defrontaram-se Arábia Saudita e Uruguai, ambas à procura de uma vitória para não perderem o rasto da Espanha, que ficou presa no 0-0 no jogo de abertura frente a Cabo Verde.
Pela frente estava a nova e interessante Arábia Saudita do treinador grego Georgios Donis, que assumiu o comando dos "Filhos do Deserto" há apenas dois meses, sucedendo a Hervé Renard, que por sua vez tinha herdado o lugar de Roberto Mancini. Do outro lado estava a Celeste de Marcelo Bielsa, que para esta estreia tinha de lidar com uma enfermaria cheia e abdicar de Gimenez, De Arrascaeta e Ronald Araujo.
Uruguai não se soltou
O início do jogo confirmou o grande equilíbrio do grupo. Aos 5 minutos surgiu o primeiro aviso da Celeste: remate perigoso de Maxi Araújo, mas Al-Owais desviou para canto. Após este arranque intenso, o ritmo de jogo em Miami baixou consideravelmente, com a Arábia Saudita a gerir a posse de bola e o Uruguai a optar pela expectativa, mantendo-se contudo compacto defensivamente.
Perto dos 21 minutos, a equipa de Bielsa decidiu acelerar e cresceu de forma notória, encostando os sauditas à sua área. A pressão uruguaia culminou aos 30 minutos com uma ocasião flagrante: Maxi Araújo cruzou para o centro da área, onde Viñas elevou-se e cabeceou com força, mas ao centro, permitindo a defesa felina de Al-Owais, que negou o golo à queima-roupa.

A resposta da Arábia Saudita foi imediata e mudou o rumo do encontro. Aos 38 minutos foi preciso um verdadeiro milagre de Muslera: Al Amri rematou forte e colocado, mas o antigo guarda-redes da Lazio esticou-se com um reflexo prodigioso e desviou a bola por cima da barra.
Era o prenúncio do golo, com os sauditas a cercarem o Uruguai. Aos 41 minutos, Kanno cabeceou após um canto: Muslera afastou mal e Al Amri, o mais rápido, empurrou para o fundo das redes à boca da baliza, colocando a sua equipa em vantagem por 1-0 a poucos minutos do intervalo.
No final da primeira parte, o Uruguai não conseguiu esboçar uma reação: a equipa mostrava-se apática, pouco esclarecida e longe dos seus padrões habituais, apesar das duas oportunidades criadas anteriormente. O intervalo chegou com os "Filhos do Deserto" justamente em vantagem.

Orgulho Celeste
Ao regressar dos balneários, Marcelo Bielsa tentou dar uma reviravolta imediata ao jogo, lançando duas substituições: entraram Juan Manuel Sanabria e Agustín Canobbio para os lugares de Viña e de um desinspirado Darwin Núñez, autor de uma primeira parte muito aquém das expectativas. A aposta de Loco pareceu resultar, com o Uruguai a entrar na segunda parte com outra atitude e a encostar os sauditas.
Aos 51 minutos, a Celeste ficou muito perto do empate: Viñas elevou-se na área e cabeceia, enviando a bola a rasar o poste. Pouco depois, foi Olivera a tentar a sua sorte com um remate à queima-roupa, mas encontrou a resposta atenta de um Al Owais muito seguro. A Arábia Saudita, a acusar o desgaste físico após o esforço da primeira parte, viu-se obrigada a recuar para a sua área para resistir ao assalto dos sul-americanos.
Pouco depois surgiu mais uma ocasião flagrante: Ugarte tentou a sorte com um remate forte de longe, mas o poste negou o empate à sua equipa. Ainda assim, era um bom sinal para os homens de Bielsa, que finalmente pareciam estar dentro do jogo.
A onda de orgulho dos sul-americanos concretizou-se no merecido empate. Após uma série de ressaltos furiosos dentro da área, Maxi Araújo foi o mais rápido: o lateral do Sporting atirou-se à bola solta e rematou para o fundo das redes, fazendo o 1-1, levando o banco uruguaio ao delírio e restabelecendo o equilíbrio total no encontro.
Impulsionada pelo golo, a Celeste continuou a carregar com todas as forças à procura da reviravolta, ficando muito perto do segundo golo em duas ocasiões. Primeiro foi Rodriguez a acertar no poste, depois Valverde tentou de longe para o canto inferior direito, mas Al-Owais voltou a brilhar ao esticar-se e segurar o empate.
O forcing final não trouxe mais alterações: ao apito final, registou-se um empate 1-1 entre Arábia Saudita e Uruguai. Um resultado que, após o 0-0 inaugural entre Espanha e Cabo Verde, confirma o equilíbrio absoluto no Grupo H, com todas as quatro seleções a partilhar o topo da classificação, com um ponto.
Homem do jogo Flashscore: Mathías Olivera (Uruguai)

