Mundial-2026: Bélgica despacha EUA e reserva lugar nos quartos com Espanha

Lukaku fechou a contagem para a Nélgica
Lukaku fechou a contagem para a NélgicaOpta by Stats Perform, REUTERS/Lee Smith

A Bélgica garantiu a passagem aos quartos de final do Mundial-2026 ao vencer os Estados Unidos por 1-4. Charles De Ketelaere (9' e 38') bisou, Hans Vanaken (57') e Romelu Lukaku (90+3') também marcaram, enquanto Malik Tillman (31') apontou o único golo dos EUA.

Recorde as incidências da partida

As notas individuais dos onzes iniciais
As notas individuais dos onzes iniciaisFlashscore

Eis um encontro especialmente aguardado, embora nem sempre por razões exclusivamente desportivas. O duelo entre os Estados Unidos e a Bélgica ganhou contornos inesperados após o levantamento da suspensão de Folarin Balogun, expulso frente à Bósnia-Herzegovina, num contexto marcado por uma alegada ingerência do presidente norte-americano. Tudo isto envolveu o encontro numa inevitável aura de desconforto.

Um belo remate de Timothy Castagne, travado por Matt Freese logo no primeiro minuto, parecia dar o tom ao encontro. A Bélgica entrou melhor e as investidas do benfiquista Dodi Lukebakio começaram desde cedo a causar problemas à defesa norte-americana. O primeiro golo surgiu aos nove minutos, depois de uma recuperação de Nicolas Raskin. O médio lançou um cruzamento-remate que Charles De Ketelaere desviou para a baliza sem oposição.

A Bélgica controlava o jogo, mas a saída precoce de Amadou Onana, devido a lesão, ameaçava colocar essa supremacia em risco. Ainda assim, os norte-americanos continuavam inseguros e Chris Richards esteve perto de cometer um erro grave sob pressão de De Ketelaere (22'). Com dificuldades em afirmar-se em jogo corrido, a seleção norte-americana procurava criar perigo através de lances de bola parada. Balogun conquistou um livre e, tal como diante da Bósnia-Herzegovina, Malik Tillman encontrou o caminho do golo, com alguma felicidade, já que o remate sofreu um desvio na barreira (31').

A resposta belga, porém, foi imediata. Apenas dois minutos depois, a equipa voltou a exibir qualidade coletiva e Leandro Trossard cruzou para a cabeça de Charles De Ketelaere, que ganhou posição à defesa e bisou no encontro. A igualdade durou apenas dois minutos.

Desta vez, os EUA tiveram maiores dificuldades em reagir. O final da primeira parte foi dominado pela Bélgica, com as oportunidades a sucederem-se junto da baliza de Freese. Apesar de os norte-americanos terem conseguido respirar um pouco nos descontos, a vantagem belga ao intervalo era inteiramente justa.

As principais estatísticas e os destaques da partida
As principais estatísticas e os destaques da partidaOpta by Stats Perform

Freese confirma o descalabro

Ainda assim, os norte-americanos regressaram ao relvado com outra atitude e pareciam dispostos a discutir o resultado. Os EUA assumiram mais iniciativa, embora de forma algo confusa e sem verdadeiro controlo do encontro. A sensação de domínio revelou-se ilusória aos 57 minutos: Matt Freese demorou demasiado a aliviar, ficou sob pressão de De Ketelaere e Hans Vanaken aproveitou a hesitação para fazer o terceiro golo belga.

O golpe foi duro para os Estados Unidos. Rudi Garcia aumentou ainda mais a pressão ao lançar Jérémy Doku e Romelu Lukaku, dois dos seus habituais titulares, perante uma defesa norte-americana cada vez mais exposta. A turma norte-americana demorou a recuperar algum ímpeto e, quando o conseguiu, já parecia tarde demais. Sebastian Berhalter esteve perto de devolver esperança à equipa com uma excelente meia-volta, mas o remate saiu ligeiramente ao lado (80').

Dois minutos depois, Balogun também teve a oportunidade de reduzir, mas perdeu o duelo com Courtois. Já nos instantes finais, Romelu Lukaku fechou as contas e deu maior expressão a um triunfo inteiramente merecido.

A Bélgica venceu por 1-4 e confirmou a evolução demonstrada desde a extraordinária reviravolta frente ao Senegal. O próximo obstáculo será a Espanha, num duelo que permitirá perceber até onde pode chegar esta seleção belga. Para os Estados Unidos, o Mundial disputado em casa terminou de forma amarga: todo o ruído em torno do encontro acabou por se virar contra um adversário demasiado frágil nesta noite.

Melhor em campo Flashscore: Charles De Ketelaere (Bélgica)

O raio de ação de Charles De Ketelaere
O raio de ação de Charles De KetelaereOpta by Stats Perform, Reuters/Steven Bisig