Mundial-2026: Danilo insiste que Brasil tem de "enfrentar realidade" após empate com Marrocos

O defesa brasileiro Danilo durante a conferência de imprensa
O defesa brasileiro Danilo durante a conferência de imprensaIMAGN IMAGES via Reuters / Caean Couto

O defesa brasileiro Danilo afirmou esta quarta-feira que a sua equipa tem de encarar de frente o momento de instabilidade no Mundial-2026, depois de Marrocos ter dado à equipa de Carlo Ancelotti um duro lembrete de que as camisolas e as velhas certezas não ganham jogos por si só.

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O Brasil vai defrontar o Haiti em Filadélfia na sexta-feira, a precisar de uma resposta depois de ter começado o Grupo C com um preocupante empate 1-1 frente a Marrocos, empate esse salvo por um momento de brilhantismo individual de Vinicius Jr depois de Ismael Saibari ter colocado a seleção africana em vantagem numa primeira parte que deixou o Brasil abalado e encostado atrás.

O resultado aumentou a pressão sobre o italiano Ancelotti, cujas decisões de lançar o avançado Igor Thiago e o lateral-direito Roger Ibañez foram alvo de críticas, enquanto os médios Casemiro e Lucas Paquetá tiveram dificuldades em impor-se antes do intervalo.

Danilo, Fabinho e Matheus Cunha ajudaram o Brasil a melhorar após o intervalo, deixando Ancelotti com o habitual dilema dos torneios: manter os titulares para garantir coesão ou mexer na equipa e ver se surge algo diferente.

"Todas as equipas têm um núcleo duro de jogadores. Há seis, sete ou oito jogadores que são habituais titulares e jogam sempre. E há três ou quatro jogadores que são sempre rodados consoante o jogo, o adversário e a estratégia. É assim que o futebol se joga atualmente; as estratégias mudam sempre em função do adversário", afirmou Danilo em conferência de imprensa esta quarta-feira.

Ancelotti manteve o onze em segredo até duas horas antes do início do jogo com Marrocos, mas Danilo disse que isso faz parte do futebol moderno, mesmo que nem todos os jogadores gostem desse suspense.

"Hoje provavelmente já temos 80% da equipa definida para o jogo de sexta-feira, e há três ou quatro jogadores que ainda estão em aberto", referiu.

Depois, surgiu um sorriso e um toque de malícia.

"Os treinadores são um pouco loucos; por vezes tomam decisões e fazem escolhas para as quais ninguém encontra explicação lógica", acrescentou Danilo.

O defesa afirmou que a sua própria preparação não mudaria, fosse informado de que seria titular dias antes do jogo ou apenas minutos antes do apito inicial, embora outros possam precisar de mais certezas.

O Brasil, no entanto, precisa de menos incerteza dentro do relvado. O Haiti estreou-se com uma derrota por 1-0 frente à Escócia, mas Danilo afirmou que o foco do Brasil tem de ser interno.

"Temos de ser claros. A melhor forma de melhorar e corrigir é enfrentar a realidade e analisar com clareza tudo o que aconteceuTemos de ter a certeza de que aquela primeira parte ficou muito aquém das nossas capacidades e do que se espera da seleção brasileira", disse.